9 comentários em “SSC, RACK, SSS: uma reflexão (Mestre JB)

  1. Lendo aqui atentamente, gostei da interpretação que Klaus fez do sensual-consensual. Não vejo, porém, a negociação como algo que pretende estabelecer o que um quer e o outro tem que obedecer. Minha visão da coisa vai muito além disso, até porque concordo que se for assim, não tem nenhuma graça, melhor fazer teatro no Sesc. Pode até render prêmios de interpretação…

    O que vejo de relevante em toda a negociação, hoje tão mais facilmente entabulada via internet, é descobrir o outro e no outro aquilo que nos fascina, unir as pontas que andam soltas pela vida, juntar partes que se procuram. E não falo aqui do lado romântico da coisa, que se vier sempre será bem-vindo e, vamos convir, inevitável, mas de fantasias mesmo: se estou caçando, quero a presa que melhor satisfaz meu apetite, aquela que saboreio com mais gosto. Se não tem tu, na selva, vai tu mesmo. Mas o ideal é procurar sempre aquele ou aquela cuja sensualidade permitirá consensualizar com a minha realidade.

    Também concordo com a visão de que desgastaram pelo uso indiscriminado o sentido da consensualidade. E que muitos chegam aqui e se encantam tanto com as regras e manuais que exigem o tal SSC ao pé da letra e politicamente correto, que acabam por perder a essência do jogo BDSM, que é descobrir e superar os próprios limites, sempre, indo além do que imaginamos poder ir. Sem isso, para mim ao menos, fica tudo muito pobrinho…

    Maria

  2. Que bom poder contar com seu comentário, Maria! Sempre um acréscimo à todos nós! Beijos! Obrigado pela leitura!

  3. Continuando… (Não resiti)

    Na minha modesta opinião, o C do consensual é só uma forma de evitar que um dominador “pegue” alguém na marra e as coisas acabem na delegacia policial, é uma vacina contra violência…

    Ou seja, uma atividade só pode ser classificado como BDSM se as duas partes concordam, fora isso não precisa de combinação, teatrinho, nada disso, de qualquer forma acho importante pensar e repensar… Quando ao S de sensualidade do SSS fica muito amplo e foge da essencia de tornar nossa prática sexual lícita e mais aceitável. Não acha?

  4. OLá!

    Tenho lido sobre o tema há mais ou menos um mês, mas entro em chats sobre BDSM há mais de um ano, e sinto desejo pelo que vejo na internet, contos, imagens etc.
    E em um chat conheci uma ” Sub”, na verdade ela não conhece nada ainda, mas também sente desejo muito forte e ao mesmo tempo tem medo, mas quer ser uma “sub” o desejo é muito forte, estamos conversando no MSN, tenho lido em vários sites sobre iniciação de um Domme, relação D/s etc. Mas sinto uma certa insegurança.
    Que conselhos pode me dar para o primeiro encontro?

    Vanderlei

  5. Achei muito interessante todo comentário acerca do consensual e do sensual. Creio que tudo que vira muito certinho, muito regrado, combinado, perde a graça. A antecipação, a falta de surpresa perde a graça. Concordo sim com a superaçao dos limites, isso tem que ser feito de forma consensual, mas nao necessariamente com tudo estabelecido passo a passo do que será feito.
    Penso que a sensualidade no caso de uma sub está em ser conduzida pelo inesperado, pelo desconhecido, mesmo que esse desconhecido seja dentro do limite dela. O Dom, o verdadeiro Dom sabe respeitar isso, sabe transpor barreiras dentro desse limite. Quando uma relaçao s/M passa a acontecer de forma séria, verdadeira, creio que sim, as coisas devam ser acertadas, e os limites também, mas daí ja passa a valer o consensual, pois ambos sabem onde estão, onde podem ir e onde querem chegar.

  6. Achei interessantíssimo o Post e os comentários.
    Não faço parte desse mundo, mas tenho lido alguma coisa já há algum tempo.
    Como mera “simpatizante”
    Acredito que enquanto as regras estiverem sendo discutidas, há mais chances de haver mais adeptos comprometidos com a segurança, o que pode manter o grupo saudável.
    Acredito sinceramente na elevação dos limites o que realmente parece se bloquear se houver a insistência na necessidade de coreografia prévia.
    Quem gosta desse jeito pode se satisfizer “estudando” o Kamasutra ao lado da cama.
    O que li a respeito, falava da necessidade de uma palavra de “segurança”.
    Ela realmente contribui com a consensualidade?

    • Thara, bem vida!

      Algumas das pessoas com as quais me relacionei no meio e, entre elas, uma submissa anterior, afirmou que eu sou “obcecado” por segurança. Particularmente, eu acho que a segurança aproxima sim o casal (ou arranjo outro) da consensualidade através do desenvolvimento de um vínculo de segurança.
      Segura de que o Top tem a segurança com básica, há sim uma tendência em “ir-se além”, “vencer barreiras”, aumentando a consensualidade.
      Eu me dou pq há alguém que há algué
      m que receba e cuide.
      Convido-a para meu outro blog do meu novo momento: http://janussw.blogspot.com.
      Saudações

  7. Pingback: Sopa de letrinhas |

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