Um comentário em “A troca de família e nós: olhando para dentro (Parte 1) – Mestre JB

  1. Caro Amigo,

    Já fui mais inocente a ponto de querer até me expor, até mesmo levantar a bandeira da aceitação do BDSM pela sociedade baunilha. Hoje ainda teria disposição para isso, mas certamente não a mesma esperança de sucesso.

    A forma como BDSM foi exposto no programa mensionado é um dos motivos que me levaram a ter menos esperança. Se não encontramos um mínimo de unidade entre os praticantes e o que foi ao ar é chamado de BDSM, ficamos ainda mais longe de obter aceitação e respeito.

    Não acompanho a programação da Record a ponto de saber o quanto a ideologia permeia os programas não religiosos (ao menos não deliberadamente religiosos), mas creio que esse tenha sido o menor dos problemas. Já assisti na mesma rede um programa que perguntava a opinião do publico sobre algumas práticas SM e o achei surpreendentemente imparcial. Ouvi um pastor da Record concluir o programa defendendo a busca de satisfação sexual. Mesmo sabendo que a defesa do sexo somente para a procriação não é em geral um padrão protestante, mas sim católico, fiquei positivamente surpresa. E entendi como uma certa evolução.

    Com ou sem más intenções, essa rede abriu um espaço para o tema BDSM. Creio que se os supostos praticantes de SM tivessem se mostrado pessoas responsáveis e respeitassem a consensualidade, até mesmo enfatizando que, como regra, na nossa comunidade não se força ou se constrange ninguem a fazer nada, o resultado final seria uma desmistificação, e não uma confirmação do preconceito contra o sadomasoquismo(aos olhos do publico leigo, que não terá, em maioria, condição de saber que o que foi mostrado tinha muito pouco de BDSM).

    Ao menos vejo um beneficio nesse evento desastroso. O repúdio. As manifestações de indignação. Os comentários em comunidades e em blogs. Vejo isso como um indicio de que a maior parte da comunidade BDSM não aceita qualquer “postura”. Não permitimos calados que qualquer um fale por nós e pinte de nós um quadro tão revoltante. Talvez isso mostre que somos sim abertos as diferenças e varias formas de ver o BDSM, mas que há certa unidade, ao menos na compreenção de que Sadomasoquistas não são o que foi mostrado na TV dessa vez.

    Quem sabe assim, antes de optar por expor de forma mais ampla o BDSM, as pessoas tomem um pouco mais de cuidado.

    Beijos mil! Saudades do tamanho do mundo. Espero que esteja bem e que logo possa te dar um abraço e ter o prazer imenso que é conversar contigo!

    tavi de ASGARD

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