Advertência: isso é um desabafo.
Portanto, a linguagem é educada mas pode ser ácida. Se você, seja “Top” ou “Bottom” sentir-se ofendido, queira desculpar-me! No entanto, estou em um momento dentro do SM e da minha vida que é necessário firmar posição sobre muita coisa.
Na “ambientação” SM, tenho me sentido bastante incomodado com pessoas (não uma só não) que tem comentado sobre casais, trios, quartetos, o que for, e que soltam a seguinte frase: “Ah! mas eles não são SM”. Calma aí, cara pálida. Quem é o juiz do que é ou não é SM? Afinal, o que é SM? Não digo aquela cantilena que sempre se fala mas de outra coisa , talvez mais grave: qual é o “VERDADEIRO” SM?
Na minha vida toda, seja num contexto baunilha ou SM, sempre acreditei que as pessoas construam a sua sexualidade da forma que melhor lhes conviesse seja ao indivíduo e depois aos arranjos de indivíduos e a vida pública seria apenas uma manifestação que ambos julgassem adequada, no grau e no caráter devido.
O que me causa espécie, e talvez seja esse o motivo desse post, é alguém ou alguéns de nosso “meio” , justamente de um “meio” que deveria se tolerante e aberto ao que vem de fora, encontre pessoas tão intelectualmente fracas, desprovidas de uma elaboração maior do que seja uma vida sexual , senão libertária ou libertina, ao menos abrangente e acolhedora.
Por isso, quando conversávamos em um encontro do Grupo de S&M local, tive de discordar de um grande amigo quando falava que o BDSM era revolucionário. Não, ele não é, pode vir a ser. Será quando majoritariamente tivermos pessoas de uma mentalidade menos restritiva e mais acolhedora, como já foi dito.
Precisamos romper um círculo vicioso de intolerância, aliás do qual somos vítimas, que prescreve o bom, certo e belo para o que acontece na minha vida sexual sem me perguntar se aquilo representa algo ou não, se me satisfaz ou não ou se é bom para minha submissa e para eu, Dominante, ou não!
Acho , sinceramente, que as pessoas devem aceitar, acolher e legitimar todas as manifestações que são passíveis de serem classificadas como tendo algum contato, pelo menor que seja, com o que gostamos e incomodarem-se menos com a vida alheia. Afinal, se todos gostassem do verde, o que seria do amarelo?
Saudações SM!