Arquivos Mensais: Agosto 2008

Reproduzido sem consulta à autora, mas citada a fonte.

Quando falamos em sadomasoquismo precisamos, em primeiro lugar, pesquisar, pelo menos um pouquinho, a respeito de Sade e Masock.

Donatien-Alphonse-Françóis, conde de Sade, mas conhecido como Marquês de Sade, nasceu em Paris em 1740. Tendo estudado no Liceu Louis-le-Grand, Sade se tornou capitão de cavalaria depois da guerra dos 7 anos. Aos 23 anos foi condenado à morte por praticar perversão sexual e tortura por prazer, numa jovem aldeã, mas foi indultado. Repetiu esses excessos outras vezes, mas sempre conseguiu fugir até que, aos 37 anos, foi preso e passou o resto da sua vida entre a prisão e o hospício.

Preencheu o seu tempo escrevendo suas peças, apresentando-as com os próprios loucos como atores. Sade fez do erotismo o ponto central de sua visão do mundo. Faleceu no hospício de Charenton, perto de Paris, em 2 de dezembro de 1814. Apesar de tudo, após sua morte, foi muito prestigiado por escritores conceituados. Suas mais conhecidas obras foram: Os 120 dias de Sodoma; Justina ou as Desgraças da Virtude; Julieta ou as Propriedades do Vício e A Filosofia de Alcova.

A palavra sadismo, encontrada nos dicionários significa perversão sexual em que a satisfação erótica advém da prática de atos de violência ou crueldade física ou moral infligidos ao parceiro sexual. Trata-se do erotismo cruel mencionado nos romances de Sade. O prazer obtido mediante sofrimento alheio.

Leopold Von Sacher-Masoch, escritor austríaco, nasceu exatamente 22 anos depois da morte de Sade, ou seja, em 1836, na cidade de Lemberg. Após publicar contos folclóricos sob diversos pseudônimos, Masock escreveu romances em que manifestava um erotismo dominado pela volúpia do sofrimento, que passou a ser chamado de masoquismo. Nos dicionários, é sinônimo de perversão sexual que leva a procurar o prazer na dor, ou perversão sexual em que a pessoa goza por ser maltratada, ou sente prazer em torturar-se.

Masock faleceu em 1895, em Hessen. Dentre as suas obras, uma nos chama a atenção: Vênus com peliça, escrita em 1870. Vale a pena ler.

Sadomasoquismo

Segundo Susan Wrigth, sadomasoquismo é uma orientação sexual ou uma forma de comportamento entre duas ou mais pessoas adultas. Esse comportamento pode incluir, sem estar limitado a isso, o uso de estimulação física e/ou psicológica com o objetivo de produzir excitação e satisfação sexual. Freqüentemente, há quem assuma o papel ativo (top ou dominador) e quem prefira o papel passivo ou receptivo (bottom ou submisso). Praticantes de sadomasoquismo podem ser heterossexuais, bissexuais, homossexuais ou transexuais.

Atualmente o sadomasoquismo tornou-se mais visível e tem surgido em filmes, propagandas, livros e músicas, tornando-se um lugar comum na televisão e, também, como assunto de piadas. A essência fica difícil de ser detectada, pois fica praticamente atrelada a estereótipos. Difícil de ser definido, o sadomasoquismo abrange uma grande quantidade de comportamentos, e a maioria das pessoas que o praticam não apreciam todos os papéis, práticas ou atividades.

Segundo Weinberg, Willians e Moser, autores do livro The social constituents of sadomasochism (1984), são cinco as características presentes na maioria das interações sadomasoquistas: a dominação e submissão, a consensualidade (acordo voluntário para participar do jogo (interação) e levar a respeitar certos limites e conteúdo sexual, a interpretação mútua (suposição de que as pessoas participantes do sadomasoquismo possuem o entendimento partilhado de que suas atividades são de natureza sadomasoquista ou similar e, finalmente, a role playing (as pessoas participantes assumem papéis para a interação – jogo – ou para o relacionamento que reconhecem não ser a realidade).

Sadomasoquismo é doença?

A socióloga Gini Scott, em seu livro O Poder Erótico (1983), examinou a dinâmica da subcultura sadomasoquista heterossexual e afirmou: “Diferente de psiquiatras e psicólogos que lidam primariamente com indivíduos psicologicamente problemáticos que se interessam por D&S [Dominação e Submissão], não os achei problemáticos psicologicamente ou nocivos à sociedade; ao contrário, um espírito de bom humor prevaleceu e os participantes pareciam, na maioria das vezes, muito atraentes, pessoas bem comuns, que tinham relacionamentos comuns fora da prática de D&S. Uma grande variedade de pessoas, com uma diversa gama de interesses eróticos, participa do sadomasoquismo. Seus antecedentes, atividades e atitudes são bem diferentes do estereótipo social que retrata o sadomasoquismo como uma forma de violência, mau comportamento ou descontrole cometido pelas pessoas psicologicamente instáveis, que procuram machucar os outros ou serem machucadas. No cerne da comunidade estão pessoas sensatas, racionais, respeitáveis, pessoas bem comuns. Desta forma, diferente de sua imagem pública, a comunidade é calorosa, próxima e sólida”.

Um dado interessante nos é fornecido pelo Novo Relatório sobre Sexo do Instituto Kinsey, de 1990. Segundo ele, “os pesquisadores estimam que de 5 a 10% da população americana pratica o sadomasoquismo por prazer sexual, pelo menos ocasionalmente, sendo a maioria das atividades de dominação, envolvendo dor ou violência reais. Muito freqüentemente, é o receptor (o masoquista) e não o doador (o sádico) que estabelece e controla o exato tipo e extensão das atividades do casal. Aliás, em muitas relações heterossexuais os assim chamados papéis sexuais tradicionais são invertidos, com o homem fazendo o papel de submisso, ou seja, o masoquista. As atividades sadomasoquistas também podem ocorrer entre casais homossexuais”.

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM-IV), sadomasoquismo, em si mesmo, não é uma doença mental. Nos critérios diagnósticos tanto de sadismo como de masoquismo, o DSM-IV estabelece que o sadomasoquismo somente torna-se uma disfunção diagnosticável quando “as fantasias, urgências ou comportamentos sexuais levam a sofrimento ou prejuízo clinicamente significativos (por exemplo, tornam-se obrigatórios, acarretam disfunção sexual, exigem a participação de indivíduos sem o seu consentimento, trazem complicações legais ou interferem nos relacionamentos sociais)”.

A medida que mais pesquisas vêm sendo publicadas sobre o assunto, principalmente nos últimos anos, a comunidade médica, incluindo a sua parcela dedicada à saúde mental, começa a aceitar que o sadomasoquismo não só é seguro como é também uma aspiração legítima.

Sadomasoquismo pode ser considerado violência doméstica?

Segundo Susan Wrigth “a violência doméstica, é um padrão de comportamento intencional de intimidação de um parceiro com o objetivo de coagir ou isolar o outro parceiro, sem o seu consentimento. O abuso tende, por natureza, a ser cíclico, numa escala crescente com o tempo, e caracterizado por pedidos de desculpas e promessas de que nunca mais vai acontecer entre intervalos dos episódios”.

Ela vai mais longe, diz que sadomasoquismo é voluntário, pois as pessoas que o praticam concordam com a troca erótica de poder por vontade própria e por livre escolha. São livres para sair do relacionamento a qualquer tempo. Por outro lado, o sadomasoquismo, diz ela, é consensual, pois todas as pessoas envolvidas concordam sobre o que vai acontecer. Mais, as pessoas que praticam o sadomasoquismo são informadas a respeito de todas as possíveis conseqüências envolvidas pela troca erótica e não só procuram como têm prazer com esse comportamento.

Finalmente, praticantes de sadomasoquismo têm grandes cuidados para que suas atividades ocorram da maneira mais segura possível. Machucar realmente a pessoa envolvida na parceria é negar sua capacidade de poder participar de atividades sadomasoquistas.

Pessoas que violam os limites descobrem muito rapidamente que estão perdendo as parceiras com as quais poderiam partilhar atividades sadomasoquistas. Para enfatizar esse ponto, grupos de apoio estão sempre promovendo encontros educacionais, onde são demonstradas técnicas de como atuar de maneira segura durante a cena.

Entretanto, devemos ressaltar que, como em qualquer grupo, podemos encontrar casos de violência doméstica entre praticantes do sadomasoquismo. Entretanto, em tais casos, a comunidade sadomasoquista não perdoa a violência e propõe que as vítimas procurem ajuda especializada.

Por que as pessoas praticam sadomasoquismo?

Segundo Susan Wright, assim como não sabemos por que algumas pessoas são heterossexuais e outras homossexuais, também não somos capazes de explicar por que algumas pessoas erotizam peitos e, outras, pernas. Não entendemos por que as pessoas desenvolvem algum tipo particular de erotismo.

O que, de fato, sabemos é que nenhum pesquisa encontrou característica alguma na infância, nascimento, etc, que seja mais comum entre os praticantes de sadomasoquismo do que no público em geral. Especificamente, não há indicação de que os praticantes de sadomasoquismo tenham sido mais ou menos susceptíveis a espancamentos ou tenham sido vítimas de abuso sexual ou outro tipo de abuso quando crianças.

Havelock Ellis, em seu livro escrito em 1926, Estudos da Psicologia do Sexo, diz claramente: “a essência do sadomasoquismo não é tanto a dor, já que a dominação dos sentidos é mais emocional que física. O masoquismo sexual ativo tem pouco a ver com dor e tudo a ver com a procura de prazer emocional. Quando entendemos que é apenas dor e não crueldade, o essencial nesse grupo de manifestações, começamos a chegar mais perto da explicação. O masoquista deseja experimentar a dor, mas ele geralmente deseja que seja infligida com amor; o sádico deseja infligir a dor, mas ele deseja que seja sentida com amor”.

São, Seguro e Consensual

As bases das atividades sadomasoquistas devem seguir as linhas do “são, seguro e consensual”. A pessoa que pratica o sadomasoquismo precisa conhecer as técnicas e preocupar-se com os itens de segurança que estão envolvidos no que está fazendo e atuar de acordo com esse conhecimento. Como em qualquer tipo de ato sexual, segurança envolve a responsabilidade das pessoas se manterem atentas e protegidas das Doenças Sexualmente Transmissíveis, incluindo a infecção pelo vírus do HIV. Por outro lado, é necessário que pessoas praticantes do sadomasoquismo saibam diferenciar a fantasia da realidade.

Avaliações fictícias sobre sadomasoquismo têm sido, muitas vezes, distorcidas com objetivos fantasiosos e, portanto, não representam a situação real dos relacionamentos que têm por base o sadomasoquismo. Finalmente, pessoas que praticam o sadomasoquismo precisam respeitar os limites impostos por cada um dos participantes durante todo o tempo. Assim, consentimento é o ingrediente primordial e fundamental do sadomasoquismo.

Lésbicas sadomasoquistas

Não consta que se tenha pesquisado o sadomasoquismo especificamente entre lésbicas.

Entre casais de mulheres, o consenso geral é que a prática de sadomasoquismo é quase inexistente. Raras são as exceções. Contudo não podemos dizer o mesmo quando nos referimos a essa prática entre parceiras que, geralmente, procuram não tocar no assunto.

Sabemos que há inúmeras adeptas dessa prática, e algumas fotos antigas podem comprovar tal afirmação, como as incríveis fotos publicadas pela Taschen, feitas entre 1890 e 1920 por fotógrafos anônimos, que ilustram essa matéria. Assim como as estatísticas das lojas de objetos eróticos, que afirmam vender amarras, algemas, chicotinhos e máscaras negras (vendas) para lésbicas em quantidade significativa.

(Fonte: http://carcereiro.110mb.com/info/i012-sadomasoquismo.htm)

O emblema BDSM não tem um simbolismo “óbvio” porque foi criado para ser enigmático. Para o observador “baunilha”, fora do BDSM, pode parecer apenas uma peça de joalheria. Portanto, desejando, poderiamos usá-lo livremente, reconhecendo outros participantes da filosofia BDSM que eventualmente encontrássemos pelo caminho.

Para os iniciados, o Emblema é cheio de significado.

  • As três divisões representam as áreas do próprio BDSM: B&D; D&S e S&M.
  • Depois, a comunidade: Seguro, São e Consensual.
  • Terceiro, as três divisões da comunidade: Dominadores, Submissos e Switches. É este terceiro simbolismo que dá significado aos orifícios existentes em cada setor.

Já que BDSM se situa entre um estilo para sexo e um estilo para a vida, os orifícios representam o fato de ninguém ser auto-suficiente dentro do BDSM. Por mais que alguém possa se sentir assim, há sempre a necessidade de um parceiro, já que BDSM individual não existe.

A semelhança com o símbolo Yin-Yang não é acidental. Da mesma forma que as linhas curvas do Yin e Yang representam a fronteira indistinta entre onde um termina e outro inicia, as bordas curvas aqui representam as divisões indistas entre B&D, D&S, and S&M.

O metal e a cor metálica do medalhão representam as correntes ou ferros da posse/servidão. Os três campos internos são negros, representando a celebração do “lado negro”, controlado, da sexualidade BDSM.

As próprias linhas curvas podem ser vistas como um desenho estilizado de um chicote, no momento em que balança, ou mesmo um braço, no seu movimento de dar um castigo erótico.

O círculo que engloba, claro, representa a unidade de tudo e a singularidade de uma comunidade que proteje seus membros.

  • B&D: Bondage and Discipline
  • D&S: Domination and Submission
  • S&M: Sadism and Masoquism

(Traduzido e adaptado do Fetish Club/Exchange, pelo Carcereiro.)

Power exchange (Troca de Poder ou chamada de Troca Erótica de Poder) refere-se a um submisso que transfere toda a autoridade para a responsabilidade do dominante. Pode ser aplicada à cenas individuais ou para toda a forma de relacionar-se um com o outro em todos os seus aspectos. A troca de poder pode aplicada a aspectos individuais como fazer amor ou finanças, até transferir toda a responsabilidade parauma pessoa  ou para um grupo dentro de uma perspectiva poliamorista. Freqüentemente é encontrada relação com o BDSM mas não é restrito à ela.

A troca de poder é uma dinâmica que envolve tanto corpo como mente, criando uma combinação entre os parceiros para criar um balanço entre o que consideram erótico e satisfatório.

Na forma mais familiar, a troca de poder é uma ocorrência espontânea entre os dois amantes. O espectro do compromisso na troca de poder BDSM varia de uma cena momentânea, passageira e bem definida, para uma forma testemunhada, o encoleiramento formal com uma concordância para governar toda a vida do submisso.

TROCA DE PODER ESPONTÂNEA

Poucos casais não experimentaram, pelo menos, alguma forma leve de troca de poder, como, por exemplo, jogar o parceiro na cama depois de um seqüestro simulado, brincando com vendas ou chamando o outro de “Mestre” ou “Dona” em uma cena de 10 minutos.

uma pessoa pode desejar e conscientemente abrir mão de sua autonomia, ou da dinâmica do poder pode surgir da química interpessoal na qual nenhuma decisão consciente é feita. Esse poder pode manifestar em uma infindável variedade de dinâmicas de relacionamento.

A troca de poder do BDSM começa em um nível suave com uma diferença: os parceiros entendem o que eles estão fazendo e consentem com isso.

A TROCA DE PODER PARA UMA CENA BDSM

Na sua forma mais básica, a troca BDSM pode acontecer em bases momentâneas, as quais podem ser tão simples como chamar o outro de “Senhor” ou “Senhora” durante uma sena ou atividade D/s especificamente criada para que essa troca possa ocorrer.

No nível psicológico, em muitas das atividades BDSM , existem limites na força que um dominante tem sobre seu submisso, tais como palavras de segurança (safeword), limites de tempo e/ou entendimentos explicitamente negociados do que é aceito. No BDSM “são, seguro e consensual” esses limites são sempre negociados. Após a play, os participantes podem discutir suas limitações físicas e psicológicas, estabelecer as palavras de segurança (que sinalizarão o fim da cena) e trabalhar as cenas nas quais se engajarão.

TROCA DE PODER POR TODA A VIDA

Algumas pessoas querem viver, conscientemente, em um relacionamento com trocada de poder, onde os parceiros fazem um arranjo que cobre todas as responsabilidades e deveres do submisso (s) e Dominante que tem a intenção de ser um comprometimento de longo prazo. Algumas relações de serviço são entendidas como de duração apenas enquanto o submisso mantenha seus padrões de performance.

Essa necessidade não incorpora quaisquer aspectos do BDSM, todavia existe quando um submisso deseja dar a responsabilidade de certos aspectos do seu estilo de vida ao Dominante. Algumas vezes, o arranjo de um relacionamento de troca de poder BDSM, envolve um encoleiramento formal, testemunhado, com um acordo sobre quais aspectos da vida do submisso o Dominante irá dirigir.

Muitas pessoas desejando um relacionamento baseado na troca de poder, rejeitam negociações extensas e dispensam o uso de palavras de segurança, preferindo aceitar um risco maior e facilitar uma interação mais “natural”. O conflito entre a necessidade do risco e a de estabelecer limitações e segurança, é o centro das controvérsias entre SSC e RACK.

QUANDO A TROCA DE PODER TORNA-SE “TOTAL”

Na sua forma mais intensa um submisso dá sua autonomia ao seu Dominante para governar todos os aspectos de sua vida. Essa forma de troca de poder geralmente é referida como Total Power Exchange (Troca de Poder Total) ou TPE, apesar de que essa expressão estava caindo em descrença porque é raro que uma troca de poder seja total. Nesse caso, e dependendo da interpretação de cada parceiro, todas as responsabilidades e decisões, em limites negociados e pré-definidos são dados pelo submisso ao Dominante. TPE tem lugar mais frequentemente na relação Mestre/escravo.

Talvez estranhamente, os acordos formais, especialmente os escritos, não são comuns no TPE. Isso é justificado na perspectiva que não há nenhum aspecto na vida do submisso que NÃO SÃO governados pelo dominante. Todavia, um entendimento entre as partes para o Dominador prover uma presença de vida toda na vida do submisso é necessário e é algumas vezes acompanhado por um encoleiramento formal. Os escaravos encoleirados têm responsabilidades e obrigações que variam de moderado à um gerenciamento extremo.

TIPOS DE CENAS DE TROCA DE PODER

AGEPLAY (CENA DE IDADE)

Nesse tipo de relação, uma pessoa finge ser um bebê, criança ou adolescente.

PROFESSOR/ESTUDANTE

Uma cena envolvendo açoitamento (floggin) ou sexo manipulativo.

ADESTRADOR E ANIMAL

Uma cena onde o submisso finge ser ou é forçado a agir como cão ou animal.

MESTRE/ESCRAVO

Momentos onde o Dono e o escravo interagem com vistas ao prazer mútuo.

TIPOS DE TROCA DE PODER TOTAL

CABEÇA DO CASAL

Muito próximo do casamento “tradicional” esse tipo de relacionamento que existem em muitas casas baunilha (pense na frase “quem veste as calças”). Ele está listado nesse site porque um relacionamento desta forma é conscientemente consensual, que envolvem ou são impostas ao outro parceiro.

DISCIPLINA DOMÉSTICA (DD)

Um relacionamento DD saudável mantêm-se porque um dos parceiros deseja ser disciplinando pelos outros e o outro deseja disciplinar, onde a disciplina é feita para o bem do outro parceiro ou da parceria em si. O propósito é diminuir os conflitos e promover harmonia, respeito mútuo e uma conexão mais próxima dos parceiros.

PAPAI/GAROTINHA OU PAPAI DOMINADOR

Um relacionamento dinâmico onde um dos parceiros toma uma posição reconhecidamente paterna com o outro parceiro. Aqui encontra-se uma diferença de idade mais notável do que em outros mas isso não significa que haja, de fato, uma diferença real de idade : o “pai” pode ser mais novo que “a menininha”. Confusamente, o “Papai Dominador” pode se ruma mulher mas na maioria dos relacionamentos heterossexuais, eles se referem com termos Mamãe/menino.

Dominante/submisso (D/s)

De acordo com algumas definições, todas as relações de trocad de poder são Dominante/submisso, exceto aqueles nde as partes normalmente trocam de posição (switcher). Um foco mais estreito do significado do relacionamento D/s, todavia, é o de pessoas que concordam em que um tem uma posição de domínio entre os outros.

TROCA DE PODER TOTAL (TOTAL POWER EXCHANGE – TPE) OU TROCA ABSOLUTA DE PODER (ABSOLUTE POWER EXCHANGE – APE)

Uma troca de poder extrema, usualmente usada como sinônimo de Mestre/escravo. Esse termo é mais frequentemente usado quando o submisso retém propriedade , agindo de moto própriio mas seguirá todas as ordens do Dominante.

Mestre/escravo (Master/Slave – MS)

Uma extrema forma de troca de poder, onde um parceiro considera o outro propriedade do outro, em todo o significado da prática. Apesar de ser dita como um grande negócio, é realmente raro devido ao alto nível de compromisso que o Mestre (Dono) e a profunda dependência que o escravo (Propriedade) deve estar pronto para aceitar.

(Fonte: http://www.londonfetishscene.com/wipi/index.php/Power_exchange)

(Publicado com permissão do autor)


Existe uma nostalgia geral e romântica entre Mestres e escravos: é a comcepção do Mestre indo para o mercado de escravos e seleciona um deles, ou dando um lance para um escravo em um leilão, depois de rapidamente inspeciona-losos. A seleção dos escravos aqui é feito puramente em aspectos físicos e aparência.

Conquanto isso possa ser uma tradição antiga, nostálgica e mesmo romântica, é um conceito errado na moderna escravidão consensual. Um conceito errôneo e tão grande que deixa, como conseqüência, muitos escravos sem Mestres.

É , na verdade, o escravo que primeiro efetua um processo de seleção, cuidadosamente um Dominante adequado para ela.  Sim, eu sei que soa absurdo e de pernas para o ar mas é o jeito que deve ser.

O processo de seleção não é diferente de procurar um emprego. O empregado (escravo) primeiro adequa suas habilidades, capacidades e a experiência com aqueles requeridos pelo seu empregador (Mestre). Uma vez que que o empregador (Mestre) adequado foi localizado, o empregado (escravo) e faz uma solicitação (petição do escravo) com vistas ao emprego. Depois da solicitação, é recebido por um empregador (Mestre), ele preocede à seleção para localizar os mais capazes (escravos) para um entrevista e eventualmente contrata (põe coleira) à aqueles que se adequal aos requisitos do empregador (Mestre), precisa e quer.

Por menos romântico que isso possa soar, o escravo é incialmente quem pode julgar com propriedade se ela pode atender, satisfazer e servir os requisitos do Mestre, suas necessidaes e vontades, e se isso vai ao encontro de seus desejos.

Pensando realisticamente: com todas as demandas, requisitos e expectativa um Mestre dentro de um relacionamento, seja de qual forma seja, é imperativo que o escravo incialmente assegure-se que pode atender o que lhe é solicitado, sem ser influenciado de qualquer forma ou jeito pelo Mestre.

Nenhum Mestre, tenha a experiência que tiver ou mesmo sentindo-se onipotente, pode fazer o necessário julgamento inicial, como um escravo.

Uma vez tendo o Mestre tendo sido localizado e que atenda os desejos e capacidades do escravo aspirante, ela deve começar a sua tarefa mais importante, examinar o Mestre em potencial, seus valores, princípios, padrões moral, ética e crenças e avaliar, com toda a seriedade, se pode serveri o Mestre, absoluta e incondicionalmente.

A importância da avalição do caráter e dos valores de um Mestre em potencial não pode ser substimada, uma vez que a vida, saúde e bem-estar, pode muito bem depender dessa avaliação.

Um escravo necessita estar atento que na Escavidão Absoluta e Troca de Poder Total e Absoluta (TPE), o Mestre tem o direito de mudar, alterar ou modificar os requisito dos serviços e expecataivas , em qualquer momento, em qualquer razão e sob os critérios solitários do Mestre.

Os valores do Mestre, o caráter, princípios, percepções etc. devem ser levados em consideração, devido ao fato de que não mudam tão facilmente como os requisitos de serviço ou os fetiches.

Apresentamos algumas dicas que podem ajudar no processo de seleção de escravos:

  1. Esteja atento aos seus próprios desejos, necessidades ou sonhos e tome nota deles.
  2. Faça a lista das características, valores, princípios e condições que você considera mais importantes em um Mestre.
  3. Faça a lista das características indesejadas em um Mestre.
  4. Faça uma lista dos possíveis cenários do comprometimento enquanto escravo de um Mestre que poderiam ser aceitáveis ou não aceitáveis para você.
  5. Esteja atento e anoite o que você tem e pode oferecer ao Mestre.
  6. Pegue as características mais importantes das listas anteriores e as escreva conjuntamente como um resumo.

O resumo deve refletir honestamente quem é você, o que você deseja, suas necessidades e sonhos e qual o tipo de compromisso e o Mestre que você está procurando.

Agora vá e encontre um Mestre que atende as suas necessidades e desejos e quando você encontrar tal Mestre, não hesite por um momento para candidatar-se para servir a um Mestre e torcer para que o Mestre , por sua vez, queira encontra-lo e , finalmente, selecionar como seu escravo entre todos os candiidatos.

Não tenha medo de rejeição. Não é apenas um processo de seleção mas também um processo de eliminação. Se o Mestre escolhido não o aceitá-lo como seu escravo, pode até ser algo bom. Um Mestre também sabe o que deseja e quer e se não há uma harmonia entre o Mestre e o escravo, não há razão para tentar forçar as coisas.

(Tradução: Mestre JB)

Humilhação erótica é o uso consensual de humilação psicológica em um contexto sexual, onde uma pessoa se excita ou tira excitação erótica da mistura de fortes emoções em ser humilhado e diminuido ou em humilhar os outros. A humilhação não necessita ser sexual em si, como muitas das outras atividade sexuais, seus sentimentos são derivados de quais são tiradas, independentemente da natureza da atividade real.
A humilhação pode ser verbal ou física e pode ser pública ou privada. Normalmente pode ser ritualizada e ao contrário de algumas variações sexuais, ela pode ser facilmente feita à distância ou “on line”. A distinção entre humilhação e dominação, em uma atividade como o spanking é que o resultado primordial é a humilhação, sendo a atividade apenas um meio para justificar os fins.

Apesar da humilhação fraca ou moderada não ser uma parte incomum do BDSM e de outras cenas de cunho sexual, ela pode ser levaa à um ponto onde passa a ser considerada uma prática extrema por muitas pessoas, devida a sua natureza extrema e a controvérsia acerca do seu impacto psicológico. Esse é uma questão subjetiva e depende fortemente do contexto.

TERMINOLOGIA E VISÃO GERAL

Uma pessoa a ser humilhada é geralmente chamada de “bottom” e a pessoa que humilha é geralmente chamado de Dominante (apesar desses termos padrão, usados nas relações D/s não são específicos à humilhação) e se mulher é chamada , algumas vezes de humiliatrix. Outros nomes comuns são escravo ou sub/sumbisso para o bottom e Mestre/Mistress ou Dom/Domme para os “top”.

Humilhação não é o mesmo de Dominação uma vez que o submisso não necessariamente procura receber ordens. A humilhação provém de sua própria força sexual quando o submisso procura a himilhação com e de qualquer meio, por exemplo, quando o spanking é primariamente valorizado pela humilhação envolvida. Como tal, ela abrange um grande especto da parafilia, em particular o fetiche por pés, sapatos, spanking, bondadge e a maioria dos estilos de BDSM. Ela pode ser tão básica como o desejo de beijar e massagear os pés como antecedente ao sexo, ou ser complexa, envolvendo o desepenho de papéis ou a demonstração pública de subserviência. Ela também pode acontecer em um período de tempo (uma “cena”) ou ser uma face do relacionamento. A “humilhação” não é intrínsica ao ato ou ao objeto, ao contrário, é simeoticamente carregado pela atitude compartilhada dos parceiros envolvidos no ato. São eles que investem atos específicos, objetos ou partes do corpo com seu aspecto de humilhação.

MÉTODOS DE HUMILHAÇÃO

A humilhação sexual é muito aberta. Ela pode ser, genericamente, em aspectos verbais e físicos. Os aspectos verbais podem incluir:

  • Diminuição verbal, tais como “escravo” , “rapaz”, “garota”, “bicho”.
  • Insultos e abusos verbais tais como “gordo”, “feio”, “estúpido”, “inútil”.
  • Referências degradantes como “puta”, “sem vergonha”, “viado” e “biscate”.
  • Desmerecendo partes do corpo ou comportamentos tais como referências cruéis ou diminutiva aos seios, aparência facial, genitália ou tamanho dos genitais, traseiro e ironizar de alguns maneirismos como caminha, respostas ou padrões de cuidados pessoais.
  • Ter de pedir permissão para atividades do dia-a-dia como ir ao banheiro, comer ou gastar dinheiro.
  • Humilhação devido a seios pequenos onde a humilhação é dirigida a suposta inadequação aos padrões de seios femininos adultos ou sua inabilidade em agradar um homem (ou, por conseqüência, a intulidade dos seios da mulher em ser objeto de uma sessão).
  • Humilhação devido a pênis pequeno onde a humilhação é dirigida a supsota indadequação com os genitais adultos do home e sua inabilidade de satisfazer uma mulher (e por conseqüência , a inutilidade de ser objeto de uma sessão).
  • Repetição forçada, como ser obrigado a repetir os comandos dados para confirmá-los.
  • Gentileza forçada, como , por exemplo, concordar que toda decisão do Dominante é sábia, correta e justificada, enquanto eleogia as características físicas e de personalidade dele.
  • Ironizar e ridicularizar.

Os aspectos físicos e tangíveis podem incluir:

  • Ejacular, defecar, cuspir, bater ou ourinar sobre o corpo do submisso ou, especialmente, no rosto.
  • Fazer tarefas menores ou ter uma carga de trabalho abusica como, por exemplo, limpar o chão com escovas de dente.
  • Desempenhof requente de serviços sexuais passivos/ativos para o Dominante como massagem erótica, cunnilingus, analingus ou felação sem expectativas de atos recíprocos ou ato sexual.
  • Acompanhamento detalhado e contro de como gasta o tempo ou atividades feitas, incluindo lista de trabalhos para fazer, orientações precisas de como fazer o trabalho de casa e exatamente como agir e comportar-se.
  • Rituais específicos e intervenções a serem adotadas. Isso inclui mostras de subserviência como acender cigarros, andar um passo atrás do dominante, apenas falar quando permitido, ajoelhar-se ou prostrar-se na frente do Dominante enquanto espera ordens, comendo apenas após os outros ou no chão, um lugar mais baixo para dormir e uma variedade grande de atividades de adoração corporal como beijando ou chupando os pés dos Dominantes, botas, traseiro, ânus, vulva etc. para experessar agradecimento, subserviência, vergonha, ou mesmo emoções positivas como alegria ou excitação.
  • Suprimir a liberdade de movimentos. Isso pode incluir não poder deixar a sala enquanto o Dominante estiver presente sem sua permissão, e que pode ser proibido de deixar a casa ou masmorra, em geral para demonstrar a escravidão ou servidão.
  • Punições detalhadas para uma variedade de “infrações” ou má conduta como ter que permanecer em um canto olhando para a parede por algumas horas, açoitamento ou chicoteamento, comida racionada ou exercício forçado.
  • Personificação de papéis de stauts inferior como animais (cavalos ou cães por exemplo) ou bebês.
  • Spanking, chicoteamento, retenção ou qualquer atividades BDSM como tortura de pênis e escroto (cock and ball torture – CBT).
  • Proibições ou restrições de vestimenta, mesmo em público. Para mulheres, um exemplo comum é de serem comandadas a vestir apenas um biquini revelador ou lingerie. Para homens, isso poderá incluir feminização ou cross dressing. Para ambos sexos pode se esperar a ir completamente nus, com objetos decorativos como colares, tiaras, bandanas , sendo a algema a única exceção.
  • Uso de cintos de castidade ou outras formas de negação erótico-sexual.
  • Uso de símbolos externos de “propriedade” tais como a coleira.
  • Ter amigos, familiares ou estranhos cientes ou presenciando o tratamento do sbumisso (exemplo: humilhação pública).
  • Tratamento erótico de objeto, onde o submisso é colocado no papel de um objeto como um escabelo.
  • Embraços.
  • Ter de pedir permissão para orgasmo durante sexo ou masturbação.
  • Forçar a portar uma gag e/outros restritores no corpo.

Algumas formas de humilhação sexual envolvem causar dor mas a maioria diz respeito ao ridículo, ao escárnio, à degradação e ao embraço.

O desempenho de papéis sexuais pode envolver ou não humilhação. Por exemplo, uma pessoa pode desempenhar o “pael” de cão porque gosta de ser diminuído – forçado a fzer isso e o Dominante dará ênface da pequenês do submisso, reduzindo seu “status” ao de um animal enquanto outras pessoas podem desempenhar o seu papel de animal sem qualquer tipo de humilhação mas sim da experessão do “animal interno” ou do espírito brincalhão que o submisso tem.

PSICOLOGIA DA HUMILHAÇÃO

Geralmente a humilhação toca fortemente os “botões emocionais”, e ainda mais quando torna-se sexualizada. Devido isso, o consentimento e , paradoxalmente, um grande grau de acompanhamento e comunicação se fazem necessários, para assegurar que o reultado seja o desejado ao invés de abusivo. Por exemplo, um submisso pode gostar de ser insultado de algumas maneiras mas ser genuinamente ofendido e devastado se humilhado de outra forma.

O fetichismo também tem conexão com um fetichismo sexual, no qual as atividades não sexualizadas, tornam-se sexualizadas pela associação com a excitação e também podem ser associadas com o exibicionismo no sentido de querer que os outros testemunhem (e fique excitada por isso) com a degradação sexual dele.

Para algumas pessoas, ativ idades como chamar de um nome é outro caminho para a redução do ego ou superar inibições sexuais. Por exemplo, entre as pessoas gys, associados com a homofobia podem ser usados, como “viado”.

Como todas as atividades sexuais, agumas pessoas têm fantasias sexuais sobre humilhação e cdomo outros realmente a aotam como um estilo de via em uma sessão. As fantasias relacionadas à humilhação leve não são incomuns. Algumas atividades de humilhação (plays como animais ou de idade , em particular) é combinada com lealdade e dedicação de cuidados para estender esses fetiches que podem ser apenas exercícios de carinho ao contrário de, primiliminarmente, o fetiche de humilhação.

Conseidere que o desejo de estar inferiro ao outro parceiro durante o intercurso, a idéia de “ser pego” como quando tiver sexo no jardim ou na mata, ou fantasias de estrupo suaves (onde as pessoas imaginam serem forçadas de uma forma que gostariam e que deve parecer completamente diferente de qualquer forma de estupro),  são jogos emocionais suaves que enfatizam as posições, vunerabilidade e controle. Todavia, para a maioria das pessoas, tais idéias mantêm-se uma fantasia das quais têm uma reserva muito forte de torná-las públicas ou arrumar um parceiro para torná-las rais, apesar do quão erótica a idéia possa ser.

Se uma pessoa revela para seu parceiro sobre seu fetiche, isso usualmente é resultado de uma grande confiança que compartilham, devido ao grande esforço psicológico que as pessoas devem dedicar para dizer ao outro. Muitas pessoas temem ser ridicularizadas pelo seu fetiche e tal ridículo para seu parceiro poderia ser psicologicamente catastrófico.  Portanto, muitas pessoas utlizam humilhação on line (onde quem humilha e outros envolvidos usam a internet, chat, e-mail, websites, etc.) como um compromisso  entre o exibicionismo e a relaidade de um lado e segurança e anonimato entre outros.

HUMILAÇÃO “ONLINE”

A humilhação “on line” é o desejo de ser visto em um contexto de embraço sexual na internet. Essa prática permite ao submisso procurar parceiros de fetiche em todo o mundo.

MÉTODOS COMUNS DE HUMILHAÇÃO ON LINE PODEM INCLUIR:

  • Pelourinhos públicos.
  • Tarefas em fotografia ou vídeo que conduza a embraços aos submissos.
  • Ordem para que os submissos mantenham diáiros on line detalhando informações pessoais taiscomo frequência de masturbação e detalhes sobre elas.
  • Abuso verbal.

Essas práticas podem ser conduzidas via chat, webcam, e-mail ou sites de contato BDSM.

(Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Erotic_humiliation) – Tradução: MESTRE JB

História da Corda

Artigo publicado na revista FOCUS
Italia n.109 – 11/2001 – pags.76-82

Você sabe como é feita a corda com a qual amarra a sua escrava ?

História da Corda

A corda acompanha há séculos a evolução da civilização e da tecnologia. Permitiu a construção do Coliseo de Roma, a decoração da Capela Sistina, a conquista do K2 e a exploração dos abismos. Entretanto, dificilmente a encontramos citada entre as grandes invenções que revolucionaram a história da humanidade, como a roda ou a escrita.

Porém, um lugar no topo da classificação lhe seria de direito, uma vez que sem a corda, desde tempos remotos, tudo teria sido muito mais difícil: capturar e domesticar animais, por exemplo, navegar, transportar mercadorias, levantar pesos. Também o arco e flexa, a polia e o machado não teriam existido.


Arqueiros egípcios executam a dança da guerra. Tumba de Khiti, em Ben-Hasan.

Mas, quando nasceu a corda ? As primeiras cordas rudimentares de que se tem conhecimento, feitas com fibras e pele, remontam a quase 20 mil anos atrás. Foram, porém, os antigos egípcios , como demonstram algumas inscrições feitas nas tumbas dos faraós, a realizar cordas que, em muitos aspectos eram similares às atuais, compostas a partir de fibras do papiro trabalhado e trançado ao redor de um bastão. Foi justamente ao longo do Nilo que se desenvolveram também as primeiras e importantes aplicações mecânicas das cordas, que com grande probabilidade foram determinantes na construção das pirâmides.

Outras civilizações, da América à Ásia, recorreram a tendões e intestinos de animais, crina de cavalo, folhas e arbustos da bétula, do zimbro e do salgueiro, e mesmo de cabelos humanos. O próximo passo foi dado por gregos e romanos: ambos, na realidade, utilizaram o linho, o “sparto” (gramínea do mediterrâneo) e, sobretudo, o cânhamo ( Cannabis sativa ), do qual descobriram suas extraordinárias propriedades. As cordas eram, então, instrumentos indispensáveis não só em terra (aonde serviam para dar movimento a moendas e polias, para embalar, arrastar, sustentar e elevar), mas também e, sobretudo, a bordo dos barcos.


Adruça, escoltas, burros, esteiras.. Vista seccionada do Mayflower. Sem as cordas a história da navegação teria parado nas canoas escavadas em troncos de arvores.

Em 1830, o sisal, uma fibra que se obtêm de uma planta tropical, o agave ( Agave sisilana ), veio a substituir o cânhamo nas aplicações náuticas: ambas possuíam uma alta tenacidade e uma elasticidade entre 1,5 e 4 %, mas o sisal reagia melhor a água salgada.

O algodão, de sua parte, fornecia cordas melhores para serem manuseadas, enquanto o sisal, mais econômicas. Mas a verdadeira revolução se deu nos 900, com a introdução dos materiais sintéticos, derivados do petróleo ou do carvão (polietileno, polipropileno, poliéster e náilon). A partir daí as cordas se tornaram, cada vez mais, um item de concentração de tecnologia, capazes de absorver violentas solicitações (como as fibras poliamídicas usadas em cordas de escalada ) ou de resistir à abrasão e aos agentes químicos e atmosféricos (como o polipropileno, utilizado na atracação de navios). A elasticidade destas fibras pode superar os 20% e diferentemente do cânhamo, não reter água e, algumas, até flutuar.

Em contraposição aos materiais, em contínua evolução, a estrutura das cordas permaneceu inalterada da Idade Média aos dias de hoje.

Baseando-se na técnica para fabricá-las, existem dois tipos: as cordas torcidas e as cordas trançadas (cada uma das quais possui, obviamente, dezenas de variantes). A corda torcida, que é a construção clássica, é constituída de centenas de filamentos, retorcidos entre si, que dão origem às pernas. As pernas, por sua vez, são torcidas umas as outras, em sentido oposto ao da primeira operação, dando origem à corda propriamente dita.


Ferramentas do Ofício.
O laço indispensável na captura de animais.

Nas cordas trançadas, por sua vez, os filamentos em vez de serem torcidos entre si, vêm trançados uns aos outros e depois recobertos por uma capa, geralmente em fibra sintética. A resistência da corda, neste caso, é devida somente à sua parte interna (chamada alma), enquanto o revestimento possui uma função de proteção, ou estética.

A diferença entre os dois tipos é que a corda torcida, apta a amarração e ancoragem, é geralmente mais rígida, se desgasta menos, mantém os nós e pode ser emendada a cabos de aço. A trança, do seu lado, é mais macia e de melhor manuseio, escorre e se amolda mais facilmente, mas pode esconder defeitos em sua parte interna e, sobretudo, render ineficazes determinados nós, em vista de sua superfície

(Fonte: http://carcereiro.110mb.com/indframes.html)

Negociação é uma etapa importantíssima e que muitas vezes, em diversos casos, acaba sendo negligenciada com prejuízos muito grandes tanto para o Dominante como para o submisso. Essa negligência pode ter graves conseqüências, como veremos.

Afinal, no que consiste na negociação? Negociação consiste em ter a noção mais clara possível de quem é o outro, significa ter a maior clareza possível do que vem pela frente durante a relação. É importante para o Dominante porque consegue “mapear” não apenas as reações às suas preferências mas os limites inciais que deverão ser superados progressivamente mas que devem ser levados em conta. Devem também os Dominantes lembrarem-se que um conhecimento prévio da história pregressa do submisso também permite estabelecer os métodos de práticas de Dominação Psicológica , por exemplo, para preservar a sua saúde psicológica, uma das prioridades absolutas. Notícias como cirurgias prévias, histórico de doenças, medicações que tomam e que possam interferir nas percepções e na sensibiliade, devem ser minuciosamente perguntadas a fim de que duas “pernas”  do trinômio SSC, “São e Sadio” sejam observadas estritamente.

Aos submissos, a negociação deve servir para a percepção de qual é o estilo do Dominador, tendo em vista a sua experiência prévia ou a vontade de adquirir conhecimentos e praticar o nosso fascinante estilo de vida. A reputação no meio deve ser um elemento que deva ser considerado com as devidas cautelas. Na minha visão, o que deve ser acessado é a sua forma de agir, comportar-se, de interagir com o universo em sua volta, dando atenção a fatores maiores do que simples “picuinhas” e discordâncias de visão. As primeiras são apenas relevantes se forem demonstradoras de desvios de caráter e as discordâncias de visão só são relevantes se forem discordantes e inconciliáveis com as suas. Com o devido respeito e postura, não deixe de perguntar aquilo que achar conveniente ao seu futuro Dono para sentir-se confiante e segura de que há tudo para acertar na união que se prenuncia.

Nesse blog existe um artigo do Carcereiro que aborda a questão do primeiro encontro. Recomendo que leia atentamente já que contém  dicas importantes para esse primeiro momento de aproximação que espero, sinceramente, seja o primeiro de muitos.

Saudações!

Advertência: isso é um desabafo.

Portanto, a linguagem é educada mas pode ser ácida. Se você, seja “Top” ou “Bottom” sentir-se ofendido, queira desculpar-me! No entanto, estou em um momento dentro do SM e da minha vida que é necessário firmar posição sobre muita coisa.

Na “ambientação” SM, tenho me sentido bastante incomodado com pessoas (não uma só não) que tem comentado sobre casais, trios, quartetos, o que for, e que soltam a seguinte frase: “Ah! mas eles não são SM”. Calma aí, cara pálida. Quem é o juiz do que é ou não é SM? Afinal, o que é SM? Não digo aquela cantilena que sempre se fala mas de outra coisa , talvez mais grave: qual é o “VERDADEIRO” SM?

Na minha vida toda, seja num contexto baunilha ou SM, sempre acreditei que as pessoas construam a sua sexualidade da forma que melhor lhes conviesse seja ao indivíduo e depois aos arranjos de indivíduos e a vida pública seria apenas uma manifestação que ambos julgassem adequada, no grau e no caráter devido.

O que me causa espécie, e talvez seja esse o motivo desse post, é alguém ou alguéns de nosso “meio” , justamente de um “meio” que deveria se tolerante e aberto ao que vem de fora, encontre pessoas tão intelectualmente fracas, desprovidas de uma elaboração maior do que seja uma vida sexual , senão libertária ou libertina, ao menos abrangente e acolhedora.

Por isso, quando conversávamos em um encontro do Grupo de S&M local, tive de discordar de um grande amigo quando falava que o BDSM era revolucionário. Não, ele não é, pode vir a ser. Será quando majoritariamente tivermos pessoas de uma mentalidade menos restritiva e mais acolhedora, como já foi dito.

Precisamos romper um círculo vicioso de intolerância, aliás do qual somos vítimas, que prescreve o bom, certo e belo para o que acontece na minha vida sexual sem me perguntar se aquilo representa algo ou não, se me satisfaz ou não ou se é bom para minha submissa e para eu, Dominante, ou não!

Acho , sinceramente, que as pessoas devem aceitar, acolher e legitimar todas as manifestações que são passíveis de serem classificadas como tendo algum contato, pelo menor que seja, com o que gostamos e incomodarem-se menos com a vida alheia. Afinal, se todos gostassem do verde, o que seria do amarelo?

Saudações SM!