Conhecendo os mistérios do shibari (Parte 2) Segunda-feira, Jul 7 2008 

Shinju significa pérolas e é a palavra japonesa para seios.
É, também, por isso mesmo, o nome de uma das formas mais básicas e sensuais do bondage japonês. Pode ser feito de diversas maneiras, dependendo do propósito com que é feito, e pode ser usado por baixo de roupas, criando com isso oportunidades incrivelmente sensuais e sadomasoquistas.
O shinju necessita de 3 pedaços de cordas não muito longas.
Vamos por etapas:
1. Passe em volta do dorso de sua sub, logo abaixo dos seios, o primeiro pedaço de corda. Esta corda deve tocar os seios. Não aperte muito, mas cuide para, a cada volta da corda, apertar de maneira igual a anterior e, da mesma forma, a próxima. Quando acabar de dar as voltas, amarre as pontas desta corda com um nó lá atrás, bem perto da espinha, mas ao lado dela, e NÃO sobre ela.
2. Pegue a segunda corda e faça a mesma coisa, só que comece envolvendo o dorso na parte superior dos seios.
Não está difícil, não é? Olhe o seu trabalho. Já esta parecido com o shibari das fotos que você costuma ver, não é mesmo?
Vamos, então, para a terceira e última corda.
3. Dobre esta corda ao meio e passe entre os seios, por baixo daquela primeira, a que está logo abaixo dos seios. Enrole a corda em si mesma duas ou três vezes, passe uma das pontas por baixo e a outra por cima da alça que passa pela parte superior dos seios e leve, em forma de “V”,em direção aos ombros e, depois, para as costas.
Chegando lá, puxe os dois pedaços de cordas o suficiente para levantar um pouco os seios (lembre-se onde está ancorada esta corda) e termine amarrando ambas as pontas em cada lado da espinha, tendo o cuidado, novamente, de não deixar que os nós se fixem sobre ela.
O shibari, que tem suas origens na Idade Média, quando foi criado como uma técnica de tortura, conserva regras que, como em outras tantas torturas orientais, são as mesmas: tempo e repetição. No moderno bondage erótico oriental o tempo também é um fator muito importante. Use o tempo… com tempo. E dê tempo ao tempo para o efeito do shinju se fazer sentir.
Esta simples técnica de amarração que acabamos de aprender cria uma certa tensão erótica, causada principalmente pelas cordas envolvendo os seios e passando pelos ombros, além dos nós, que estão colocados em pontos conhecidamente sensíveis. Aos poucos, quase que com a lentidão própria do zen, os seios e os mamilos vão ficando cada vez mais sensibilizados, chegando a ponto da própria roupa ser um estímulo demasiado forte para a sua submissa.
Você está começando a descobrir por qual motivo a combinação dos efeitos já conhecidos do bondage ocidental, como o poder e a vulnerabilidade, somados à beleza, à estética e à intensa massagem erótica causada pelas cordas fazem do shibari uma arte apaixonante.

(Fonte: http://www.desejosecreto.com.br/tecnicas/tecnica02.htm)

Conhecendo os mistérios do shibari (Parte 1) Segunda-feira, Jul 7 2008 

Para entendermos o shibari - ou bondage japonês - é importante entender, antes de mais nada, a maneira japonesa de pensar e quais os objetivos que os amantes dessa arte esperam alcançar.
Na cultura japonesa, o grupo é sempre mais importante do que os indivíduos que constituem esse grupo. Neste caso, o grupo é você e sua parceira; e o bondage é o resultado de um esforço conjunto desse grupo. O sucesso de um bondage é determinado pelo valor que os parceiros colocam nesse ato. É a habilidade, o conhecimento e a técnica do amarrador unidos à capacidade da(o) parceira(o) de enfrentar, suportar e lidar com as amarras.
Os efeitos psicológicos do bondage japonês são incríveis. Não somente sua(seu) parceira(o) sentir-se-á totalmente exposta(o), à sua mercê, mas também estará constantemente - e de maneira crescente - excitada pelo efeitos eróticos das cordas. Isso é maravilhoso e, ao mesmo tempo, embaraçoso, porque além de sua parceira não ter como controlar essa sensação de excitação crescente, também sabe que isso não é o suficiente para satisfazê-la e vai acabar pedindo - e muito provavelmente implorando! - por mais.
Interessante, não?
E como você pode, muito facilmente, usar o shibari básico em qualquer situação, inclusive na rua, as oportunidades deste jogo aumentam de maneira incrível. Estonteante, seria uma palavra adequada, não?
Uma outra característica interessante do shibari é que a corda, ao contrário do couro ou das algemas de metal, sempre deixará sua parceira com a idéia de que poderá escapar. Contudo, se o seu bondage for bom, ela poderá se debater, mas não vai conseguir escapar. Mas sempre tentará. Isso deixa a maioria das mulheres brigando com a questão de submeter-se de vez (frustrante) ou colocar mais esforço ainda para livrar-se das cordas. Com um detalhe: quanto mais se debater, maior será a estimulação erótica a que estará submetida.
Existe no shibari, uma integração complexa de vários objetivos: a imobilidade, a instabilidade, a exposição, a dor, o desconforto, a humilhação, a incerteza e a estimulação erótica sem alívio.
Óbvio que nem todas as cenas de bondage conseguem combinar todos esses estímulos ao mesmo tempo. Mas todo bondage tem, sempre, a combinação de dois ou mais desses elementos.
Não é para menos que, de uma maneira geral, o bondage é, disparado, a prática com maior número de amantes dentro do universo bdsm.
No Japão, o shibari tem um sucesso imenso. Existem literalmente centenas de publicações de todo o tipo: revistas semanais, livros, filmes, exposições de fotos em galerias de arte e programações ao vivo. E por programação ao vivo entenda-se tanto locais de encontro como exposições com modelos ao vivo. Que pagam para serem amarradas(os) por mestres do shibari. E não é barato!
Mas, é claro, para a boa prática do bondage é necessário treino, treino, e treino. De quem amarra e de quem é amarrado.
A pessoa envolvida no papel receptivo (passivo, botton, submisso, escravo) deve ter noção do que é estar imobilizada, do que é estar exposta, do estar sem defesa, saber negociar, ter muito respeito próprio, confiança no parceiro, e ambos precisam aprender a se entenderem da maneira mais completa possível.
Mas o parceiro ativo (dominador, top, mestre) também tem muito a aprender e treinar. Precisa ter uma personalidade balanceada e ser capaz de abrir mão de suas motivações pessoais em favor do esforço do “grupo”. Apesar de estar no papel ativo e de ser líder do, digamos , time, e líder na ação, ele tem que entender que só existe liderança se houver alguém para ser liderado. Time é isso. Grupo é isso.
Este treino é, por si só, um dos aspectos mais importantes e chamativos do bondage japonês. Treinando juntos para conseguir seus objetivos, o que pode demorar anos, é mais um motivo de prazer para os parceiros envolvidos neste processo. Porque é um processo contínuo de aprendizado e melhora. O shibari diz respeito a encontrar um equilíbrio, encontrando o optimum entre os parceiros, não o maximum. Nunca esquecendo que o perfeito equilíbrio entre parceiros, o optimum, na maneira japonesa de pensar, é o máximo!

(Fonte: http://www.desejosecreto.com.br/tecnicas/tecnica01.htm)

Rituais das Rosas - Mestre K@ Segunda-feira, Jul 7 2008 

Mestre K@ - Rituais - Cerimônia das Rosas

O BDSM é cheio de tradições e cerimônias que são raramente presenciadas pelo mundo lá fora. Talvez uma das mais significativas seja “A cerimônia das rosas”. Esta cerimônia esta cheia de simbolismos e misticismos que vem de séculos atrás. O significado…


Um vínculo eterno


Um casal que decide se manter juntos por toda a vida e alem dela opta por este ritual como uma declaração simbólica de seu compromisso.
Somente o casal participa da cerimônia. A submissa carrega uma rosa branca, não muito aberta. O Dominador carrega uma rosa vermelha, quase totalmente aberta. Ambas as rosas devem ter espinhos em seus caules e terem sido colhidas ha pouco tempo.


O casal fica um de frente para o outro. A sub segura a rosa branca. Seu Dominador, segurando a rosa vermelha, diz… “Minha K@rina, a partir desse momento tomo seu destino em minhas mãos, para sempre protege-la e guiá-la por toda a eternidade”.


Com o espinho de sua rosa vermelha ele pica o dedo do meio dela e deixa duas gotas de sangue cair sobre sua rosa branca. Ela então oferece o espinho de sua rosa e ele fura seu próprio dedo e deixa duas gotas de seu sangue cair sobre a rosa branca. Uma em outra pétala e outra em cima da que contem o sangue dela. Os dois unem então os dedos e fazem sua promessa de união pelo sangue. “Faço desse ato o símbolo de nossa união e que nesse momento toda a energia de nossos corpos se unam, fazendo eterno nosso Amor”.


As rosas são colocadas juntas deixando que o sangue da dela beije a rosa dele, e então são trocadas. As rosas irão para um único vaso e mais tarde ao quarto do casal onde poderão contemplar sua união durante aquela noite.


Depois dividem seus sonhos e expectativas enquanto arrancam as pétalas e acondicionam juntas em uma caixa. Estas pétalas são mantidas pelo resto de suas vidas e, muitas vezes enterradas com eles.

A revelação do simbolismo


As rosas:
A rosa branca ainda não aberta, simboliza a submissão. A cor branca representa a pureza de seu presente, e o fato de ainda não ter aberto, que a submissão ainda não atingiu seu complemento. E nunca vai. A submissão pode ir sempre mais fundo, sempre crescendo e a submissa nunca vai chegar em um ponto que não pode dar mais um pouco a seu Dominador.


A rosa vermelha, quase totalmente aberta, significa a Dominação. O vermelho significa a paixão e desejo dele de protege-la e possui-la a qualquer preço, mesmo que para isso ele tenha que derramar o seu sangue.A rosa esta aberta simbolizando o fato dele estar maduro e pronto para assumir suas responsabilidades.

O sangue:
Picar o dedo da submissa representa o simbolismo da entrega. Ela sangrou para se entregar totalmente e Ele. E ao picar seu próprio dele Ele esta mostrando sua vontade em protege-la e defende-la. As gotas sendo unidas na rosa representam a união dos dois.
Pressionando os dedos juntos mostram que seus laços são mais fortes que os de família. Agora são da mesma carne do mesmo sangue.
Trocar as rosas simboliza a entrega de um ao outro.


As pétalas:
A mistura das pétalas simboliza a mistura de suas vidas. Os casais geralmente as mantém em jarras decorativas, até estarem secas. No caso de morte algumas são colocadas juntas, simbolizando uma união que irá além da vida. Muitas lendas são contadas sobre rosas que nasceram em túmulos como uma evidencia de que seus amores ainda existiam.

(Fonte: http://carcereiro.110mb.com/indframes.html)