O SIMBOLISMO DA COLEIRA PARA UM SUBMISSO(A) (lan@) Quarta-feira, Jul 23 2008 

O SIMBOLISMO DA COLEIRA PARA UM SUBMISSO(A)
lan@
Há meses atrás, assistindo ao show da Adriana Calcanhoto, dei boas risadas com um comentário que ela fez, sobre como se comporta quando é convidada para um trabalho. Dizia ela que sua primeira reação era ficar honradíssima com o convite, aceitar e só então, começar a pensar nas dificuldades que o trabalho traria.
Lembrei disso depois que aceitei - honradíssima - a sugestão de minha amiga Liu*, para escrever sobre o tema proposto.
Meu primeiro impulso foi começar a escrever freneticamente, sobre o que significa para mim o uso da coleira. Depois achei que se escrevesse assim, seria apenas um relato pessoal sobre o uso da coleira e eu não queria um texto apenas pessoal.
Minha segunda atitude foi procurar no dicionário um significado para a palavra “coleira” e assim encontrei no Larousse Cultural (1999, p. 243):

“COLEIRA s.f. (Do lat. collarium) 1. Correia de couro ou de metal que se coloca no pescoço de certos animais para prendê-los, fazê-los trabalhar, reconhecê-los, etc. - 2. P. ext. Colar, argola, gargalheira. - 3. Sujeito velhaco, mau pagador.”

“Reconhecê-los”… foi essa a única parte da definição que me chamou a atenção; pois num mail de minha amiga Danna, ela já utilizara, entre outras, essa expressão: “a coleira é uma aliança entre o Dominador e sua escrava, é a prova que sua submissão é reconhecida por ele, então a coleira vem como prêmio (…)” (o grifo é meu). Sem dúvida, uma maneira encantadora de colocar a situação, mas eu imaginei que deveria haver algo mais. Também atentei para o fato de que, no dicionário, os termos “colar” e “argola” são apresentados como equivalentes de coleira.
Um pouco frustrada diante da descrição tão sucinta encontrada no dicionário, foi que me lembrei das aulas de Lingüística que tive na faculdade e de algumas aulas específicas em que se discutia o que era e quais eram os objetivos da semântica.
Quando falamos em “simbolismo”, este sempre vai evocar o “significado”; e o significado vai evocar a semântica. Para utilizar uma definição simples, a semântica é uma disciplina da Lingüística que estuda o significado em linguagem. Em semântica, segundo Maria Helena Marques, (1999, p.61) é possível entender por um lado,

“que uma palavra tem tantos sentidos quantos sejam as suas diversas realizações contextuais. De outro lado, pode-se interpretar que a indeterminação inerente ao significado decorre de uma palavra ter um sentido básico, a que se somam fatores contextuais lógicos, emotivos, combinatórios, evocativos e associativos, que introduzem nuances interpretativas diversas, no mesmo significado básico.”

Isto posto, percebi que tinha encontrado no dicionário apenas o sentido denotativo do termo, então precisava encontrar o(s) sentido(s) conotativo(s), que obviamente deveriam existir e que, provavelmente, viriam ao encontro de tudo que realmente sinto quando tenho uma coleira em meu pescoço.
Impávida, fui atrás de Dicionários de Símbolos. A primeira dificuldade foi encontrar o termo “coleira” descrito em algum dicionário. Não o encontrei. Em Chevalier & Cheerbrant (1999, p. 263), encontrei em “colar” uma referência à coleira:

“Afora seu papel de ornamento, o colar pode significar uma função, uma dignidade, uma recompensa militar ou civil, um laço de servidão: escravo, prisioneiro, animal doméstico (coleira). De modo geral, o colar simboliza o elo entre aquele ou aquela que o traz e aquele ou aquela que o ofertou ou impôs. Nessa qualidade, liga, obriga, e se reveste, por vezes, de uma significação erótica. Num sentido cósmico e psíquico, o colar simboliza a redução do múltiplo ao uno, uma tendência a pôr em seu devido lugar e em ordem uma diversidade qualquer, mais ou menos caótica. (…)”.

Aqui encontrei mais uma definição que se afina com os meus sentimentos: “um laço de servidão: escravo, prisioneiro, animal doméstico(…)”. Ter com alguém um laço de servidão implica sempre numa entrega sem reservas. Essa entrega, por vezes, cria uma situação contraditória: “a sensação de que quanto mais me ajoelho aos seus pés, quanto mais o reverencio, quanto mais te pertenço… mais sou livre. Livre para me entregar pra você sem reservas, livre para viver essa fantasia, livre para recusar o que não mais me apetece na vida, livre para erguer a cabeça e me orgulhar de ser sua escrava. Parece contraditório: uma escrava se sentindo livre, orgulhosa. Mas eu tenho orgulho, meu Dono!!! Tenho sim!!! Tenho muito orgulho de pertencer a você, de ser para você que entrego minha fantasia, tenho orgulho do homem maravilhoso a quem reverencio. Não me sinto diminuída por me ajoelhar aos seus pés; pelo contrário: quando me ajoelho aos seus pés, sou a escrava que você escolheu; sou a mulher que compartilha suas fantasias; sou a puta que te dá prazer; sou a cadela que se entrega a você. Por essas e por outras várias razões é que tenho orgulho da minha condição. Não da minha condição de escrava; mas da minha condição de SUA escrava… não por ter um Dono, mas por VOCÊ ser esse Dono…”.

“De modo geral, o colar simboliza o elo entre aquele ou aquela que o traz e aquele ou aquela que o ofertou ou impôs. Nessa qualidade, liga, obriga, e se reveste, por vezes, de uma significação erótica”. Sobre a significação erótica, encontrei também em Cirlot (1984): “Por sua colocação no pescoço ou sobre o peito adquire relação com estas partes do corpo e os signos zodiacais que lhes concernem. Como o pescoço tem relação astrológica com o sexo, o colar simboliza também um vínculo erótico”.
A idéia de que a coleira crie um vínculo erótico, não causará surpresa a nenhum(a) submisso(a). Qual de nós, submissas, ainda não sentiu no ritual de colocação da coleira, aquele desejo. Aquele desejo que se espreme garganta abaixo e acaba por se derreter em secreções ovarianas. Qual de nós nunca ficou molhada durante o ritual de colocação da coleira???? Ah!!!!! Sem dúvida há o vínculo erótico, inquestionável.
“Num sentido cósmico e psíquico, o colar simboliza a redução do múltiplo ao uno, uma tendência a pôr em seu devido lugar e em ordem uma diversidade qualquer, mais ou menos caótica. (…)”. E em Cirlot: “No sentido mais geral, o colar composto de múltiplas contas enfileiradas expressa a unificação do diverso, quer dizer, um estágio intermediário entre o desmembramento aludido por toda multiplicidade - sempre negativa - e a verdadeira unidade do contínuo”.
Aqui falamos de mais uma maneira de entender o uso da coleira, ainda segundo Danna - num texto inédito: “(…) É deixar que todo esse envolvimento mude minha maneira de ser, e verificar que isso afetou para muito melhor meu relacionamento com outras pessoas (…)”.
Também não causa nenhuma surpresa a um(a) submisso(a), perceber como o uso da coleira altera, por via de regra para melhor, nosso comportamento de maneira geral. É como se, realmente, as coisas fossem colocadas em seus devidos lugares. Dúvidas desaparecem, sentimentos menores são deixados de lado, picuinhas perdem sua importância. Nos tornamos mais belos, mais sensuais, mais receptivos. E como a linguagem corporal é poderosa, recebemos de volta, das outras pessoas, tudo de bom que passamos para elas, mesmo inconscientemente.
Chevalier & Cheerbrant sugerem que se veja o significado de “círculo” (1999, p. 254). O círculo apresenta uma quantidade enorme de significações, mas uma determinada parte do texto me chamou a atenção. Trata-se da passagem em que se toma o círculo (e suas representações - colar ou coleira aí incluídos) como um símbolo de proteção e de alma cativa. “

(…) Em sua qualidade de forma envolvente, qual circuito fechado, o círculo é um símbolo de proteção, de uma proteção assegurada dentro de seus limites. Daí a utilização mágica do círculo, como cordão de defesa ao redor das cidades, ao redor dos túmulos, a fim de impedir a penetração dos inimigos, das almas errantes e dos demônios. Há lutadores que costumam traçar um círculo em volta do seu corpo, antes de travar o combate. O círculo protetor toma a forma, para o indivíduo, da argola (ou aro), do bracelete, do colar, do cinto, da coroa. (…) Esse mesmo valor do símbolo explica o fato de os anéis e braceletes sejam retirados ou proibidos àqueles cuja alma deve estar livre para evadir-se, como os mortos, ou para elevar-se em direção à divindade, como os místicos. (…)”

A coleira me dá essa sensação de que minha alma não pertence mais somente a mim… minha alma tem um Dono… o mesmo que me colocou a coleira em torno do pescoço. É um pacto. Esse pacto, simbolizado pela coleira, me protege. É como um lembrete: lembra aos outros, que não pertenço a mim mesma; lembra a mim, a quem devo reverenciar. “Há uma passagem no romance “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago (1995, p.172), em que uma determinada personagem, assim se expressa: “Cala-te, disse suavemente a mulher do médico, calemo-nos todos, há ocasiões em que as palavras não servem de nada, (…)”. É exatamente assim que me sinto agora: não gostaria de ter que falar ou escrever. Gostaria apenas de estar ajoelhada aos seus pés, aninhada no seu colo, como fiquei várias vezes enquanto estive na sua companhia. Gostaria apenas que pudesse me ver assim: aos seus pés, de olhos baixos. Gostaria que você colocasse os dedos sob o meu queixo e erguesse meu rosto para você. Que me fizesse te olhar nos olhos. Se isso fosse possível, não precisaria mais das minhas palavras: nem as faladas, nem as escritas; pois veria tudo em meus olhos, veria tudo na minha postura. A linguagem do meu corpo seria clara e suficiente, para que você entendesse e acreditasse que sou sua; que pertenço a você e que não existe nada que tenha força para mudar essa situação.”

É isso!!!!! Em última análise: a coleira dispensa palavras!


Referências Bibliográficas

CHEVALIER, J; CHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos. 14a ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1999.
CIRLOT, J. E. Dicionário de Símbolos. São Paulo: Moraes, 1984.
GRANDE DICIONÁRIO LAROUSSE CULTURAL DA LÍNGUA PORTUGUESA. São Paulo: Nova cultural, 1999.
MARQUES, M. H. D. Iniciação à Semântica. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.
SARAMAGO, José. Ensaio sobre a Cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

P.S.: as partes do texto que estão em itálico, são fragmentos pertencentes a diversas cartas escritas por mim, onde tive a oportunidade de expressar opiniões pessoais sobre como me sentia usando uma coleira.

Em 16/04/01 (tarde de outono em Curitiba)
(Fonte: http://www.desejosecreto.com.br/bottoms/bottoms06.htm)

A “Femina Suprema” e o 24/7 (Helga Vany Freyja) Quarta-feira, Jul 23 2008 

INTRODUÇÃO:

Aceitei de bom grado o convite formulado pelo “Desejo Secreto” para escrever um artigo sobre o 24/7 e, de quebra, sobre o que é o conceito ” Femina Suprema”. Antes porém de entrar mais especificamente nesses assuntos, quero traçar algumas preliminares que talvez facilitem o entendimento e possam evitar interpretações distorcidas por preconceitos bastante arraigados em nossa cultura machista.
O entendimento de um conceito demanda bastante reflexão, embasada em dados colhidos de experiências concretas e sempre após observação acurada. E esta reflexão também traz como elementos subjacentes, as bases teóricas conhecidas que, como tal, estão sujeitas a interpretações variadas.
Mesmo quando se utiliza metodologia científica experimental, os fenômenos resultantes de ações que permitam o controle de grande número de variáveis conhecidas, necessitam do imprescindível estudo estatístico, para que se possa aventar qualquer tipo de “verdade científica”.
No que se refere ao comportamento humano, as variáveis são bem mais complexas e extremamente difíceis de serem influenciadas por controle externo. Daí os cuidados ainda maiores que se deve ter na interpretação de comportamentos, sob pena de que sejam formuladas conclusões apressadas, e que possam vir a se tornar “verdades” estabelecidas. E a história está cheia de eventos que comprovam tais considerações.

CONCEITOS BÁSICOS:

Tendo em mente esse preâmbulo, necessário para que não se entenda o que vem a seguir como um conjunto de “regras ou normas” absolutas, coloco alguns pontos de como vivo (experiência vivida) um relacionamento 24/7 (ou seja, não existem apenas em “cenas com hora marcada” ), sob a égide da Dominação Feminina como estilo de vida, tendo como embasamento conceitual o que pode ser chamado de “Femina Suprema”.
“Femina Suprema” ou “Supremacia Feminina” não é ‘papo’, por vezes levianamente comentado, mas trata-se de um conjunto de valores ditos “femininos” que norteiam, não só nossa relação (minha e de zepierre, com quem sou casada), mas nosso estilo de vida, isto é, o modo pelo qual eu e ele, livre e refletidamente, encaramos o mundo. E temos muitas outras amigas e amigos que também compartilham conosco esses conceitos, e até mesmo as vivências, incluindo cenas de Dominação/submissão, onde os componentes SM são postos em prática, coisa que também fazemos em nossa intimidade. Portanto, não só não “me sinto”, como não estou sozinha neste discurso. Atualmente, e por uma feliz coincidência, um dos “best-sellers” mais comentados é o livro “Todo Poder às Mulheres - Esperança de Equilíbrio para o mundo” do médico-escritor Marco Aurélio Dias da Silva, (Ed. Best-Seller) que conceitua muito bem tais valores femininos, contrapondo-os com os ditos “valores masculinos”. [Vale a pena ser lido pois possibilita o entendimento maior dos marcos conceituais que tentam quebrar as "verdades" estabelecidas pelo velho paradigma "machista-patriarcal"].
A busca da felicidade é a procura de se viver dentro do princípio da realidade interna de cada um. Dentro da verdade íntima que deve ser encarada com coragem e determinação, para que possamos estar livres no arbítrio de direcionarmos nossa própria existência, e definirmos nosso estilo de vida. O que costumo chamar de “quebras de paradigmas ancestrais” é justamente a troca desse poder dominante por uma forma mais “feminina” de viver : os valores que possam substituir a agressividade sobejamente existente e desgraçadamente sentida nos ditames da sociedade ocidental. Não quero com isso dizer de um modo maniqueísta que “feminino” é bom e “masculino” ruim. Não é isso. A agressividade é importante e deve existir, mas ser canalizada para o bem comum, para a agregação interpessoal, e não para uma competição desenfreada em busca de valores materiais, predatórios, autoritários que criam uma ilusão de poder. Deixemos a solidariedade, a compreensão, a generosidade, a bioética, direcionarem nossa existência.
Além de mulher, mãe, filha, atuando profissionalmente na área da educação, cultura e saúde, sou também uma dominadora não profissional que vive há quase 10 anos a Dominação Feminina como estilo de vida, desenvolvendo com meu marido/escravo, uma relação D/s, onde componentes SM são utilizados porque ambos temos prazer em praticar tais métodos, numa maneira consensual (portanto há limites acordados e não impostos por nenhum de nós), sã e sadia, pois há a preservação da integridade física e psíquica, com especial atenção à preservação do ego de cada um de nós.
E vivemos também, consensualmente e de um modo que procuramos aprofundar a cada dia, uma relação interpessoal instigante para nós mesmos, a muito comentada relação 24/7. E o que é isso em nossa vivência? Trata-se de uma opção consciente de “troca de poder”, ou seja, procuramos aprender e desenvolver como estilo de vida, valores que são, digamos, divergentes dos paradigmas vigentes em nossa sociedade de cultura predominantemente patriarcal, autoritária e competitiva. Essa ruptura de paradigmas ou troca de poder segue um norte dado por valores ditos femininos, que podem ser sintetizados no conceito
“Femina Suprema”. Esse conceito, insisto, não é a colocação competitiva de que “a mulher é superior ao homem”, o que apenas trocaria de sinal o que existe no bojo da cultura patriarcal que, em seus preconceitos seculares, advoga uma absurda superioridade de gênero. O conceito de “Femina Suprema” é o de supremacia do Feminino. O “poder que está acima de tudo” dentro do humano (não falo em divindades) é o Feminino, são os valores femininos. É a entrega do homem e seu ancestral poder cultural, ao poder de acolhimento, orientação, direção, que tem como sentido os valores femininos. A agressividade, a competição, a ânsia pelo poder passam a ter menos valor que a cooperação, a solidariedade, a generosidade, a ética nos relacionamentos. Isso parece utópico, mas se lembrarmos que a sociedade é construída por ações cotidianas, poderemos estar contribuindo para a transformação de consciências, e daí, da realidade. Portanto, o fato de nós vivermos o 24/7 significa que embasamos nossa vida nessa “troca de poder”. E isso trouxe paz, benquerença e felicidade a nós (e a algumas pessoas que nos cercam, sejam parentes, amigos ou companheiras(os) de D/s SM).
Assim, 24/7 é, para nós, a vivência de novos paradigmas no cotidiano de um casal que se respeita, admira e, fundamentalmente, se ama. Não é a absurda fantasia de uma “cena eterna” de chicoteamentos, castigos, punições, obediência cega de um masoquista destituído de vontades e castrado em sua personalidade para uma Dominadora insanamente sádica. Esse é o meu ( e também de zepierre) modo de entender a D/s, onde a mulher é a figura dominante da relação, e não somente de uma cena eventual.
E também é útil assinalar que, como qualquer outra relação interpessoal, trata-se de um processo contínuo e dinâmico, onde os eventos e, principalmente, os sentimentos e as sensações são captadas e discutidas, com o sentido maior de promover, sempre e sempre, a melhoria da própria relação em si, onde nossa felicidade e nosso prazer possam ser cada vez mais aprofundados. Confiança, respeito, cumplicidade, lealdade e, principalmente, amor são fundamentais para que se possa viver uma relação D/s, 24/7, um estilo de vida.

O cotidiano lúdico na Dominação Feminina 24/7 :

Nosso envolvimento começou como muitos outros. Há cerca de 10 anos, numa reunião social, os primeiros contatos permitiram o início de um namoro. Mas as características dominantes de minha personalidade mostraram a zepierre, logo nos primeiros encontros, que ele finalmente encontrara a “mulher de seus sonhos”. A Dominadora que buscara por mais de 20 anos. Daí em diante, só houve o aprofundamento da relação nos moldes já comentados, e, aí vem outro ponto importante, também no lúdico, ou seja, aconteceu a introdução e o aprofundamento dos jogos SM, que são, também, nossa forma de prazer.
E como é, na prática diária, o relacionamento de Dominação Feminina, 24/7, em nossa vida ?
zepierre é um profissional bastante respeitado em sua área profissional, tendo atuação em funções que demandam grande poder de decisão e comando sobre muitas pessoas. Por outro lado é muito bem relacionado com a família (irmãos e filhos já adultos), exercendo também um papel de liderança entre seus familiares consagüíneos. Mas, em nossa vida íntima, é meu submisso assumido, meu marido-escravo.
Nosso cotidiano é quase o mesmo de todos os casais, com a diferença de que a Dominação Feminina rege nossos atos, e os componentes SM estão muito presentes, seja como punições por comportamento inadequado, seja como jogos que fazemos nos finais de semana (quase todos), ou em reuniões com outras pessoas D/s SM, ou até em ocasiões sociais comuns, mas dentro de nossa intimidade.
Um dia comum em nossa vida, começa com um despertar por volta das 7 horas. Sempre uso o banheiro primeiro, enquanto zepierre arruma a cama e guarda as peças de roupa que usei para dormir, colocando sobre a cama já arrumada as peças de roupa que irei vestir, e que defini na noite anterior. Quando termino de usar o banheiro, chega a vez dele, desde que já tenha concluído as tarefas de arrumação do quarto. Enquanto ele usa o banheiro para seu banho matinal e demais ações (inclusive o urinar que é sempre sentado, em quaisquer circunstâncias, exceto banheiro público), preparo o café da manhã para nós e minha filha. A louça dessa refeição fica por conta dele. [ Nos finais de semana e feriados, zepierre, além de arrumar o quarto, também prepara o café da manhã].
Em seguida ele sai para o trabalho, só retornando à noite. Por duas vezes, no mínimo, nos dias úteis, vamos juntos ao clube, onde realizamos exercícios aeróbicos e um pouco de musculação. No trabalho ele tem a ordem de me telefonar pelo menos uma vez durante o dia. Se não estou em casa, deixa um recado na secretária eletrônica, e me procura no celular. Conta algumas de suas atividades naquele dia e diz alguma frase que mostre sua submissão a mim. No final do dia, ao voltar para casa, também me telefona para saber se tenho alguma instrução específica que ele precise realizar antes de chegar em casa. Desse modo mantenho um controle muito próximo, diário. E é claro que telefono a ele de modo incerto, para marcar minha presença constante, muitas vezes ordenando que vá ao banheiro e se masturbe, sem gozar. Algumas vezes, especialmente quando ele tem alguma reunião noturna, ou um evento especial em seu trabalho diurno, mando que ele vá trabalhar vestindo alguma calcinha de minha coleção, ou mesmo seu cinto de castidade de couro. Essas providências sempre o mantém ligado à sua Dona, e são excitantes para nós dois.
Chegando em casa, à noite, e minha filha não estando, zepierre toma um banho, e permanece sempre nu, ou, quando a temperatura está mais fria, mantém os genitais à mostra. Devo ressaltar que a cada 15 dias, ele faz a depilação do saco e da região perianal, alem de aparar os pêlos pubeanos, que só são raspados totalmente por ocasião dos encontros com outras Dominadoras.
Cuida do jantar e da louça, e depois, em geral, vai ao computador da manutenção da homepage. [A exceção ocorre quando precisa completar algum trabalho profissional em casa, geralmente recorrendo ao computador].
Fica trabalhando nisso, e/ou servindo minhas necessidades, geralmente massageando meus pés ou sendo usado como tapete enquanto falo ao telefone, leio ou trabalho no computador.
Por volta das 23 horas determino que vamos dormir. Faço uso do banheiro sempre antes dele. No inverno, nesse tempo, ele deita-se no meu lado da cama ( dormimos em cama de casal) para aquecer o leito. Nessa função, ele também é instruído a se masturbar, sempre sem poder gozar, para facilitar a produção de calor e aquecer melhor meu lugar na cama. No verão dorme inteiramente nu, e apenas com uma camiseta nos dias mais frios.
Nossos finais de semana começam na 6� feira. Se não saímos para programas SM ou vanila, zepierre sabe que haverá cenas, de punição e/ou treinamento. Em tais sessões coloco roupas de fetiche, e ele sua coleira, algemas e tornozeleiras de couro. Posso ou não definir que use o “cachê-sex” ou seu arreio de escravo. Confessa eventuais erros ou mau comportamento que tenha tido durante a semana, e eu defino os castigos a serem administrados. Os treinamentos são mais específicos - treinamento anal, alvo para treinamento de minhas habilidades com o chicote, treinamento de excitação prolongada (esse tipo tem, geralmente, a duração de todo o final de semana ou até de 7 a 10 dias), e outros. Algumas vezes utilizo jogos para que as ações SM sejam definidas pelo acaso. Tenho um jogo que utiliza dados (está em minha HP na seção correspondente), e um interessante jogo no computador, que ele está adaptando para colocar na HP. Esses jogos permitem que os castigos sejam escolhidos ao acaso.
Nas compras que geralmente efetuamos aos sábados, após os exercícios no clube, zepierre está sempre usando algum item que lembra sua condição de submisso, sejam as calcinhas que escolho, o “caché-sex”, o cinto de castidade, o “sutiã de tachinhas” ou até mesmo um “plug” anal. Aos sábados à noite, quando em reuniões “vanila” com amigos não SM [geralmente encontros com grupos musicais], zepierre também usa, escondidos pela roupa comum, tais “adereços”.
Os domingos geralmente são reservados para encontros com amigos ou familiares, e/ou para curtirmos o clube, um cinema, teatro, etc. Quando ficamos em casa, o comportamento adotado é o D/s SM já descrito.

Algumas regras comportamentais básicas que defini para zepierre:

1. As regras de etiqueta que definem um “cavalheiro” nas relações com as mulheres em geral, em quaisquer circunstâncias.
2. Nunca usar açúcar em bebidas em geral, incluindo café.
3. Em reuniões sociais, bebidas alcoólicas até duas doses (destiladas), ou dois copos (fermentadas). Depois somente com minha autorização, que deve ser solicitada.
4. Em casa, como já foi mencionado, os genitais devem estar sempre expostos e adequadamente depilados. Urinar sempre sentado, exceto em banheiros públicos.
5. Em reuniões D/s SM, sentar-se sempre em nivel inferior à(s) Dominadora(s), exceto quando eu der ordem contrária. Nessa ocasiões somente dirigir a palavra à(s) Dominadora(s), quando tiver autorização explícita, e nunca cortar a palavra feminina, nem comandar a conversação, salvo com meu consentimento.
6. Sexo somente sob meu comando explícito, inclusive quanto à penetração e à ejaculação. Masturbação terminantemente proibida, exceto quando sob meu comando. Manter-se em ereção sempre que comandado, em quaisquer circunstâncias.

Essas são as regras básicas gerais. Outras existem, mas são mais específicas e dependerão das circunstâncias de momento.
É claro que existem ocasiões onde nosso comportamento D/s é menos explícito, ou ganha importância não primordial. Isso ocorre em situações tais como as provocadas por eventos externos a nós - preocupações profissionais ou administrativas ocasionais, eventuais doenças próprias ou na família, problemas sérios com membros da família - ou nos finais de semana e feriados que passamos com familiares e/ou amigos “não engajados”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS :

Nas decisões de administração doméstica, aplicações financeiras, relacionamento com irmãos e filhos (meus e dele) os assuntos são discutidos como em qualquer casal. As decisões em geral são tomadas em conjunto, num consenso. Quando não se obtém tal consenso nesses casos, o que tem sido muito raro, a decisão final é minha.
Hoje procuramos divulgar essa nossa experiência, como algo concreto que poderá ser útil a quem se interessar por tais temas. Daí a construção de uma home page (www.helgavany.org), onde são mostradas as experiências que vivemos no mundo D/s SM. E também as que compartilharmos com amigas e amigos que têm os mesmos fetiches.
O criador deste “Desejo Secreto”, em e-mail privado, fez algumas considerações em relação à vivência que tenho com zepierre, correlacionando-a como uma utopia possível. E o enfoque, digamos, “filosófico” de nosso estilo de vida ficou muito bem explicitado de maneira clara, límpida, com as seguintes palavras de Lord Conrad: “A utopia é sonho, sim, mas o sonho que move o homem a fazer do seu cotidiano algo melhor, mais justo, mais humano, mais solidário. A utopia não é futuro, mas presente … Isso, essa forma de encarar o presente, mais que construir cotidianamente a utopia, é vivê-la intensamente” (grifo meu).

São Paulo, janeiro de 2001

(Fonte: http://www.desejosecreto.com.br/tops/tops01.htm)

Seu Primeiro Encontro (O Carcereiro) Terça-feira, Jul 15 2008 

(PUBLICADO COM AUTORIZAÇÃO DO AUTOR)
QUESTÃO PROPOSTA:Já que hoje em dia a maioria dos relacionamentos no BDSM começam pela internet, quais os cuidados necessarios quando uma submissa vai ao encontro do possivel futuro Dono pela primeira vez?

A dúvida vem surgir baseada em algumas histórias trágicas que infelizmente se ouve com freqüência nas nossas conversas. Eu penso que valem as mesmas regras de cautela para um primeiro encontro baunilha. Não que nenhuma delas garanta a segurança, pois até pessoas conhecidas podem um dia se mostrar perigosas, mas quanto a isso não temos controle. Mesmo assim vale a pena minimizar os riscos.

É claro que todos nos conhecemos casos de mulheres que correram riscos maiores, e mesmo assim encontraram um Dominador maravilhoso. Mas se vocês fossem dar conselhos a quem chega, que conselhos dariam? O que você costuma fazer quanto à segurança em um primeiro encontro?


SUMÁRIO ADAPTADO DAS RESPOSTAS:

São “quase” os mesmos cuidados que se tem para um primeiro encontro baunilha, porque além da confiança normal que você tem que ter pra encontrar um homem de um modo geral, um Dominador é um cara que vai te ter amarrada, imobilizada, e é necessário muito mais confiança pra isso.

Para um primeiro encontro (apenas para conhecer - não para uma sessão) eu diria a uma amiga que (não estão listadas em ordem de importância):

  1. Encontre em local público e intensamente freqüentado e observe MUITO o comportamento dele.
  2. Ouça seu sexto-sentido; sério, as vezes funciona.
  3. Se ele não conseguir te olhar nos olhos, desconfie.
  4. Deixe combinado com uma amiga um certo horário para você ligar pra ela, após o encontro, com alguma folga.
  5. Sempre telefone para ele antes de encontrar pessoalmente, se você ligar vai ter o número; se ele ligar pode ser um número não identificado. Ligue mais de uma vez (o telefone pode nem ser dele) em horários diferentes e observe a reação dele.
  6. Converse bastante no MSN antes, pra saber como a pessoa pensa; sobre outros assuntos também, assim pode ter uma idéia do caráter dele.
  7. Pergunte muito sobre BDSM, pra ter certeza que os gostos são compatíveis e testar se ele realmente conhece do assunto (pois pode ser uma pessoa bem intencionada, mas por inabilidade ou desconhecimento acertar locais impróprios para spanking, por exemplo).
  8. Mais ainda, troque idéias sobre a necessidade de uma safeword, estabelecimento de limites, (como ele vê esses aspectos) e da aceitação dele sobre o uso da safeword como rota de escape.
    • Ele acha que safeword é uma coisa para mulheres fracas ?
    • As mulheres que não são realmente submissas são as que precisam de safeword ?
    • Qualquer tipo de limite é sempre para serem testado ?
    • Toda submissa gosta de estabelecer limites para ser forçada e humilhada ?
  9. Observe as pessoas nos grupos. Aliás, lembro que este é um dos objetivos das comunidades do Orkut, das listas do Yahoo. É a gente observar os outros. Pelo que a pessoa escreve é possivel ler seu carater. A forma como ele lida em uma discussão pode lhe dar uma pista sobre como ele vai lidar com seus limites e suas opiniões.
  10. Escute sua intuição: se por algum motivo, por um só segundo, você pensar que não deve ir, não vá. Adie ou recuse definitivamente. Procure entender porque esta sentindo isso. Não passe batido! As vezes a intuição nos mostra o que está por trás das palavras, dos gestos, dos olhares, enfim: Respeite a sua intuição!
  11. Pergunte ao Dom quem são seus amigos mais chegados no meio e converse com essa(s) pessoa(s), para saber se realmente ele tem o relacionamento alegado.
  12. Deixe-o falar das relações anteriores, em termos gerais e o tente saber porque do final da relação. Verifique se ele é discreto e protege a intimidade das ex-submissas ou ex-escravas ou se as expõe para contar vantagem. Lembre-se que você poderá ser a próxima.
  13. Use o seu feeling e intuição.
  14. Caso você tenha um amigo que atue como Mentor, discuta com ele o assunto, tentando obter uma opinião isenta sobre a pessoa.
  15. Defina bem o que você quer:
    • Apenas um primeiro encontro, para matar a curiosidade ?
    • Um Dono por um tempo mais longo ?
    • Está disposta a ter irmãs de coleira ?
    • Precisa da exclusividade ?
  16. Saiba como ele conduz a vida: se já tem escravas, se é casado, se vive com filhos e avalie como essas informações entram ou não em conflito com as suas idéias de relacionamento.
  17. Avalie a distância entre seus locais de residência. Embora existam relacionamentos persistentes apesar de geografia adversa, certamente os encontros não terão grande freqüência.

Adicionalmente:

  • Exame de sangue: Jamais se furte a pedir (e a apresentar) um exame de sangue do seu futuro parceiro(a). Peça especificamente, teste de AIDS e hepatite. Converse com seu médico sobre doenças sexualmente transmissíveis. Exames de sangue podem ser feitos praticamente em qualquer laboratório a um custo baixo. Anonimidade é garantida na rede pública.
  • Preservativos: Lembre-se que não basta o uso de camisinha numa relação. A menos que você se disponha a fazer sexo oral sobre plástico, o que não é exatamente uma prática comum ou agradável.
  • Promiscuidade: Entenda em que tipo de relacionamento você estará entrando. Se você estiver engajando numa relação promíscua - com mais de um parceiro num intervalo de tempo - você estará participando de um grupo de risco maior de contrair alguma doença sexualmente transmissível. Nem todo mundo que tem aspecto saudável realmente o é.Tome cuidados especiais para evitar contaminação. Fale sempre com um médico de confiança para saber quais os melhores procedimentos a adotar para uma vida longa e feliz.
  • Avaliação Global: Faça uma avaliação da sua vida privada em conjunto com essa nova proposta.
    • Se for casada, avalie como uma simples gonorréia poderá infectar ou atrapalhar a sua vida conjugal ou seus filhos.
    • Se for solteira sem compromissos e seu futuro Dono for casado, como você irá encarar essa divisão ?
    • Se for solteira, mas com um compromisso (um namorado ou noivo) e seu futuro Dono for casado, como você irá encarar essa dualidade ?
    • Se o futuro Dono sugerir uma irmã de coleira, como essa possível promiscuidade poderá te afetar futuramente ?

Better safe than sorry !

Características de um Dominante bem sucedido (Raven Shadowborne) Quinta-feira, Jul 10 2008 

Gastei muito tempo discutindo com outros no meio o que faz um bom Dominante, o que distingue um Dominante verdadeiro de um jogador ou principiante. Li muito do material que me chega às mãos. Através dessas dicussões e pesquisas, consegui compilar a lista seguinte de características. Listei as que foram repetidamente ditas para mim, muitas das qauais aparecem em todas as conversas sobre o assunto. Estive envolvida na maior parte dos escritos que li. Meu agradecimento de coração aos maravilhosos insights de Mistresslec, EZRiser e Magistar em particular. As palavras deles, insights e honestidade ajudou-me a criar a lista tão concisa quanto pude.

ACEITAÇÃO

Aceitação de si mesmo, o que há dentro de si mesmo, o que são suas buscas e seus desejos. Aceitação de suas limitações e do seu submisso. A habilidade de aceitar outro ser humando e da pessoa que são, incluindo as limitações deles e, especialmente, aceitando as suas. Aceitar o a que a Dominação significa para o indivíduo e não sentir-se envergonhado ou intemidado pelas próprias necessidades mas sentir-se feliz no padrão mental de Dominante.

COMUNICAÇÃO

É a habilidade de falar e discutir assuntos. É uma parte integrante de qualquer relaiconamento mas uma necessidade absoluta em uma relação D/s. Um Dominante eve ter habilidades em comunicar suas necessidade, demandas, desejos, medos, pensamentos, limites ou o que quer que seja que venha junto. A habilidade para falar também tem relação com a hontestidade e confiabilidade do Dominante.

Uma vez que a comunicação é aberta, deve-se manter de tal forma e, sendo assim, o Dominante deve manter, ininterruptamente, uma comunicação honesta. Não fazer isso significa ameaçar-se feisicamente (por não dizer ao submisso sua experiência e outras necessidades) e emocionalmente.

COMPAIXÃO

A habilidade de ver e, ao menos, tentar entender os aspectos emocionais da psique de seu submisso. Entender e estar atento à multitude de coisas da ralidade que podem afetar o submisso psiquica, emocional e mentalmente. Ser capaz de aplicar esse entendimento para muitas situações que aparecem na vida diária que podem evitar que seu submisso o sirva com todo seu potencial.Usar a compaixão de modo sábio permite que ajude seu submisso, e apoiá-lo durante os momentos de estresse mostra que você é verdadeiramente um Dominante formado. Aquele que percebe que Dominante e submisso são pessoas também. Sem compaixão você não é um Dominante, apenas um sádico.

CORTESIA

Essa característica é um tanto auto-explicativa mas algumas pessoas me pediram para ser específica no aspecto cortesia. É a habilidade de usar as maneiras apropriadas, por favor e obrgidado e dirigir-se a alguém com um tom de voz respeitoso. Um Dominante deve mostrar cortesia com seu/sua submisso e outros submissos ao seu redor. Apenas por ser um Dominante não lhe dá o direito de ser rude ou cruel. Isso inclui a cortesia com seus pares.

ELEGÂNCIA

Elegância na maneira de um Dominante ao apresentar-se é um elemento da personalidade importante e desejável que qualquer submisso diz preferir. O jeito do Dominante portar-se, seu estilo de “play”, não importa o quão “gráfico” possa parecer, deve fluir com estilo e elegância. Suas ações não devem ser hesitantes, lentas ou confusa. Se isso é falta de habilidade, o Dominante deve aprender e crescer em sua área.

DOMINÂNCIA

Essa é a característica mais importante em um Dominante, sua hab ilidade inerente e natural de liderar e exercer seu poder de uma maneira respeitosa, inteligente e humilde. A força de caráter que permite o exercício do controle necessário em um relacionamento de troca de poder. A habilidade de cuidar do outro como um ser completo.

HONESTIDADE

Pessoalmente, sinto que isso não deveria necessitar ser dito mas há muitas pessoas cuja falta de honestidade faz com que isso tenha de ser dito. Honestidade é a habilidade de falar, de sser aberto e confiável no que você diz. Não esconda suas emoções, medos, limites, fantasias, idéias e pensamentos. Não fale ao submisso o que ele/ela quer ouvir. Honestidade é a base para que se acredite, sem o que não há nenhuma credibilidade e, sem isso, não há nenhum relacionamento. Um Dominante bem sucedido é o h onesto, que não mente e não tenta enganar, cuja fala é confiável. A coisa mais importante é ser honestro sobre seu nível de experiência. Nesse aspecto, mentir é colocar em risco a vida de um submisso.

HUMILDADE

É basicamente a habilidade em ver-se falível, como uma pessoa , não apenas como um Dominador. Ver que algumas vezes, na realidade, suas necessidades devem ser colocadas de lado à favor do relacionamento (possibilidade de desfazer um mal-entendido, colocar limites ou coisas dessa natureza). Um Dominador bem sucedido sabe que ele cometerá erros, que não são perfeitos. Certamente têm orgulho de suas habilidades mas também devem saber que todos crescem constantemente e que não precisam ser o centro das atenções o tempo todo. isso permite ao Dominante a ser aberto ao aprendizado de coisas novas e não ter uma atitude soberba.

Isso coloca em questão o “bullying”. “Bullying” é usar seu status de Dominante em trazer para perto de si submissos sem qualquer preocupação com seu bem estar. “Bullying” é uma ação completamente egoísta. Um Dominante que constantemente comete “bullying” afastarão os submissos de si e perderão o respeito de seus pares. Isso mostra uma falta de humildade e que pode mascarar, inclusive, um senso pobre de auto-estima ou um abusador usando o meio para esconder sua natureza.

INTELIGÊNCIA

Com o termo “inteligência” não quero me refiro a um conhecimento “enciclopédico” , a habilidade de fazer equações matemáticas longuíssimas ou montar e desmontar um computador. Aplicada à um Dominador bem sucedido, inteligência é a habilidade de aprender o próprio jeito de usar os “brinquedos” inerentes ao meio antes de usá-los em uma pessoa, a vontade e habilidade em pesquisar e aprender sobre o meio, a habilidade de tomar decisões baseadas em informações sobre quais são suas necessidade e como se ater à elas enquanto a “dominação” acontece. A habilidade de dedicar tempo de conhecer seu parceiro fora dos papéis de Dominante e submisso, vê-la (o) como a pessoa que são, o que gostam e não gostam. A habilidade de aprender o que agrada seu submiso e lembrar dessas coisas. O dominante não deve gastar seu tempo e inteligência para conhecer apenas ferramentas de dominação físicas mas também deve considerar as mentais, juntamente com alguns aspectos psicológicos básicos de seus submissos . O conhecimento deve crescer como as pessoas mudam constantemente. Não há nada mais medonho do que ver um Dominador ignorante tentando usar a humilhação como uma ferramenta de domínio. Humilhação é uma ferramenta difícil que requer maturidade, inteligência e habilidade.

LEALDADE

Essa é a característica mais importante em um Dominante. É a habilidade de manter sua honra pessoal e manter-se verdadeiro nos acordos entre ele e seu submisso, por exemplo, na questão da monogamia ou qualquer outra. Deslealdade é muito pouco atraente para um Dominante e perigoso para o bem estar emocional dos submissos que o servem.

PACIÊNCIA

Um bom Dominante tem paciência, a habilidade de epserar pelas coisas. Ser apressado é pressionar, não dominar. Isso não significa que você deva ser “leve e solto” mas aprender que há um tempo apropriado para exigir e o tempo inapropriado para tal. É também a habilidade de esperar por aquelas coisas que levam tempo para desenvolverem-se e para aprender, especialmente com você mesmo. Sabendo que leva tempo para um submisso aprender todo os “meandros” de serví-Lo, você deverá ter paciência para ensinar o submisso as suas preferências.

ORGULHO

Essa é a habilidade de conher as suas capacidades e perceber que você não é apenas uma boa pessoa mas um bom Dominante, reconhecendo suas próprias fortalezas. Isso não significa que você deva fechar sua mente para novas idéias, nem que deve descuidar-se de seus erros e ter um ego inflado. Orgulho de sua dominação é uma bela coisa, arrogância e falso orgulho são mortais. O falso orgulho normalmente mascara inseguranças que podem ser ameaçadoras à vida de um submisso.

RESPEITO

Um Dominate bem sucedido deve mostrar respeito o tempo todo, inclusive no momento em que o submisso prova que ele/ela é indigno de tal respeito. Um Dominante desrespeitoso não ganha o respeito de seus pares ou dos submissos à sua volta. Respeitando os outros, conseguirá respeito para si mesmo.

RESPONSABILIDADE

Um bom Dominante deve ter senso de responsabilidade e estar atento aqueles que controlam a cena. Eles devem assumir essa responsabilidade seriamente e agir de forma que manter-se-ão e manterão o submisso tão seguros quanto possível. Um bom Dominante deve assumir a responsabilidade de seus atos, mesmo admitindo que errou e não transferindo a culpa para alguém. Um bom Dominante deve usar seu senso de responsabilidade para aprender antes de agir.

AUTO-CONTROLE

Um bom Dominante deve estar no controle de si mesmo anteriormente a controlar o outro de modo seguro. Um bom Dominante não é aquele que tem um comportamento descontrolado, furioso e outras ações que mostra sua falta de auto-controle. Um Dominante deve ser capaz de manter suas necessidades físicas em orem para manter a cena segura para seu submisso. Um bom Dominante deve também ter auto-controle para mostrar suas “armas” quando confrontados com um sub iniciante ou algo nvoo que ele saiba ser perigoso ou da qual não tenha experiência.

AUTO-RESPEITO

Um bom Dominante valoriza a si mesmo e respeita seeus limites. Um sólido senso de valor próprio é necessário para um Dominador para um dominante ou ele pode causar sérios prejuízos para a psique do seu submisso. Isso não significa agir como se você fosse um presente do universo para a dominação.

SENSO DE SERVIR

Isso é aplicável aos Dominantes mas não no mesmo modo do submisso. Um Dominante serve seu submisso através de sua Dominação, por aplicar inteligentemente sua natureza Dominante. Ao ir ao encontro das necessidades físicas e emocionais do submisso, o Dominante mutuamente serve o submisso.  Um Dominane bem sucedido lembra-se que sem o submisso, não há nada a dominar e que receber a submissão de uma pessoa é um presente. O Dominante, por essa razão, cuidará desse presente e fará o seu melhor para mantê-lo e não abusar dele. Essa é a chave de um relacionamento de troca de poder.

Essas são as características que tenho  ouvido repetidamente para um Dominante bem sucedido. Muitos deles adicionam outras , adicionando outras características além dessa e muitas são aplicadas para todos os relacionamentos não apenas os D/s. Ouço essas caracterísitcas de muitos submissos que as mencionam quando estão procurando um Dominante.

Nem todos trazem essas características dentro de si e algumas podem ser aprendidas mas elas estão refletidas nos verdadeiros Dominantes. Essa lista pretende ser apenas uma ajuda e não um código estrito que estará regulando o que faz um Dominante.

NOTA DO TRADUTOR: Aqui o termo “submisso” é usado para designar tanto homens como mulheres.

(Tradução: Mestre JB)

Conhecendo os mistérios do shibari (Parte 2) Segunda-feira, Jul 7 2008 

Shinju significa pérolas e é a palavra japonesa para seios.
É, também, por isso mesmo, o nome de uma das formas mais básicas e sensuais do bondage japonês. Pode ser feito de diversas maneiras, dependendo do propósito com que é feito, e pode ser usado por baixo de roupas, criando com isso oportunidades incrivelmente sensuais e sadomasoquistas.
O shinju necessita de 3 pedaços de cordas não muito longas.
Vamos por etapas:
1. Passe em volta do dorso de sua sub, logo abaixo dos seios, o primeiro pedaço de corda. Esta corda deve tocar os seios. Não aperte muito, mas cuide para, a cada volta da corda, apertar de maneira igual a anterior e, da mesma forma, a próxima. Quando acabar de dar as voltas, amarre as pontas desta corda com um nó lá atrás, bem perto da espinha, mas ao lado dela, e NÃO sobre ela.
2. Pegue a segunda corda e faça a mesma coisa, só que comece envolvendo o dorso na parte superior dos seios.
Não está difícil, não é? Olhe o seu trabalho. Já esta parecido com o shibari das fotos que você costuma ver, não é mesmo?
Vamos, então, para a terceira e última corda.
3. Dobre esta corda ao meio e passe entre os seios, por baixo daquela primeira, a que está logo abaixo dos seios. Enrole a corda em si mesma duas ou três vezes, passe uma das pontas por baixo e a outra por cima da alça que passa pela parte superior dos seios e leve, em forma de “V”,em direção aos ombros e, depois, para as costas.
Chegando lá, puxe os dois pedaços de cordas o suficiente para levantar um pouco os seios (lembre-se onde está ancorada esta corda) e termine amarrando ambas as pontas em cada lado da espinha, tendo o cuidado, novamente, de não deixar que os nós se fixem sobre ela.
O shibari, que tem suas origens na Idade Média, quando foi criado como uma técnica de tortura, conserva regras que, como em outras tantas torturas orientais, são as mesmas: tempo e repetição. No moderno bondage erótico oriental o tempo também é um fator muito importante. Use o tempo… com tempo. E dê tempo ao tempo para o efeito do shinju se fazer sentir.
Esta simples técnica de amarração que acabamos de aprender cria uma certa tensão erótica, causada principalmente pelas cordas envolvendo os seios e passando pelos ombros, além dos nós, que estão colocados em pontos conhecidamente sensíveis. Aos poucos, quase que com a lentidão própria do zen, os seios e os mamilos vão ficando cada vez mais sensibilizados, chegando a ponto da própria roupa ser um estímulo demasiado forte para a sua submissa.
Você está começando a descobrir por qual motivo a combinação dos efeitos já conhecidos do bondage ocidental, como o poder e a vulnerabilidade, somados à beleza, à estética e à intensa massagem erótica causada pelas cordas fazem do shibari uma arte apaixonante.

(Fonte: http://www.desejosecreto.com.br/tecnicas/tecnica02.htm)

Conhecendo os mistérios do shibari (Parte 1) Segunda-feira, Jul 7 2008 

Para entendermos o shibari - ou bondage japonês - é importante entender, antes de mais nada, a maneira japonesa de pensar e quais os objetivos que os amantes dessa arte esperam alcançar.
Na cultura japonesa, o grupo é sempre mais importante do que os indivíduos que constituem esse grupo. Neste caso, o grupo é você e sua parceira; e o bondage é o resultado de um esforço conjunto desse grupo. O sucesso de um bondage é determinado pelo valor que os parceiros colocam nesse ato. É a habilidade, o conhecimento e a técnica do amarrador unidos à capacidade da(o) parceira(o) de enfrentar, suportar e lidar com as amarras.
Os efeitos psicológicos do bondage japonês são incríveis. Não somente sua(seu) parceira(o) sentir-se-á totalmente exposta(o), à sua mercê, mas também estará constantemente - e de maneira crescente - excitada pelo efeitos eróticos das cordas. Isso é maravilhoso e, ao mesmo tempo, embaraçoso, porque além de sua parceira não ter como controlar essa sensação de excitação crescente, também sabe que isso não é o suficiente para satisfazê-la e vai acabar pedindo - e muito provavelmente implorando! - por mais.
Interessante, não?
E como você pode, muito facilmente, usar o shibari básico em qualquer situação, inclusive na rua, as oportunidades deste jogo aumentam de maneira incrível. Estonteante, seria uma palavra adequada, não?
Uma outra característica interessante do shibari é que a corda, ao contrário do couro ou das algemas de metal, sempre deixará sua parceira com a idéia de que poderá escapar. Contudo, se o seu bondage for bom, ela poderá se debater, mas não vai conseguir escapar. Mas sempre tentará. Isso deixa a maioria das mulheres brigando com a questão de submeter-se de vez (frustrante) ou colocar mais esforço ainda para livrar-se das cordas. Com um detalhe: quanto mais se debater, maior será a estimulação erótica a que estará submetida.
Existe no shibari, uma integração complexa de vários objetivos: a imobilidade, a instabilidade, a exposição, a dor, o desconforto, a humilhação, a incerteza e a estimulação erótica sem alívio.
Óbvio que nem todas as cenas de bondage conseguem combinar todos esses estímulos ao mesmo tempo. Mas todo bondage tem, sempre, a combinação de dois ou mais desses elementos.
Não é para menos que, de uma maneira geral, o bondage é, disparado, a prática com maior número de amantes dentro do universo bdsm.
No Japão, o shibari tem um sucesso imenso. Existem literalmente centenas de publicações de todo o tipo: revistas semanais, livros, filmes, exposições de fotos em galerias de arte e programações ao vivo. E por programação ao vivo entenda-se tanto locais de encontro como exposições com modelos ao vivo. Que pagam para serem amarradas(os) por mestres do shibari. E não é barato!
Mas, é claro, para a boa prática do bondage é necessário treino, treino, e treino. De quem amarra e de quem é amarrado.
A pessoa envolvida no papel receptivo (passivo, botton, submisso, escravo) deve ter noção do que é estar imobilizada, do que é estar exposta, do estar sem defesa, saber negociar, ter muito respeito próprio, confiança no parceiro, e ambos precisam aprender a se entenderem da maneira mais completa possível.
Mas o parceiro ativo (dominador, top, mestre) também tem muito a aprender e treinar. Precisa ter uma personalidade balanceada e ser capaz de abrir mão de suas motivações pessoais em favor do esforço do “grupo”. Apesar de estar no papel ativo e de ser líder do, digamos , time, e líder na ação, ele tem que entender que só existe liderança se houver alguém para ser liderado. Time é isso. Grupo é isso.
Este treino é, por si só, um dos aspectos mais importantes e chamativos do bondage japonês. Treinando juntos para conseguir seus objetivos, o que pode demorar anos, é mais um motivo de prazer para os parceiros envolvidos neste processo. Porque é um processo contínuo de aprendizado e melhora. O shibari diz respeito a encontrar um equilíbrio, encontrando o optimum entre os parceiros, não o maximum. Nunca esquecendo que o perfeito equilíbrio entre parceiros, o optimum, na maneira japonesa de pensar, é o máximo!

(Fonte: http://www.desejosecreto.com.br/tecnicas/tecnica01.htm)

Rituais das Rosas - Mestre K@ Segunda-feira, Jul 7 2008 

Mestre K@ - Rituais - Cerimônia das Rosas

O BDSM é cheio de tradições e cerimônias que são raramente presenciadas pelo mundo lá fora. Talvez uma das mais significativas seja “A cerimônia das rosas”. Esta cerimônia esta cheia de simbolismos e misticismos que vem de séculos atrás. O significado…


Um vínculo eterno


Um casal que decide se manter juntos por toda a vida e alem dela opta por este ritual como uma declaração simbólica de seu compromisso.
Somente o casal participa da cerimônia. A submissa carrega uma rosa branca, não muito aberta. O Dominador carrega uma rosa vermelha, quase totalmente aberta. Ambas as rosas devem ter espinhos em seus caules e terem sido colhidas ha pouco tempo.


O casal fica um de frente para o outro. A sub segura a rosa branca. Seu Dominador, segurando a rosa vermelha, diz… “Minha K@rina, a partir desse momento tomo seu destino em minhas mãos, para sempre protege-la e guiá-la por toda a eternidade”.


Com o espinho de sua rosa vermelha ele pica o dedo do meio dela e deixa duas gotas de sangue cair sobre sua rosa branca. Ela então oferece o espinho de sua rosa e ele fura seu próprio dedo e deixa duas gotas de seu sangue cair sobre a rosa branca. Uma em outra pétala e outra em cima da que contem o sangue dela. Os dois unem então os dedos e fazem sua promessa de união pelo sangue. “Faço desse ato o símbolo de nossa união e que nesse momento toda a energia de nossos corpos se unam, fazendo eterno nosso Amor”.


As rosas são colocadas juntas deixando que o sangue da dela beije a rosa dele, e então são trocadas. As rosas irão para um único vaso e mais tarde ao quarto do casal onde poderão contemplar sua união durante aquela noite.


Depois dividem seus sonhos e expectativas enquanto arrancam as pétalas e acondicionam juntas em uma caixa. Estas pétalas são mantidas pelo resto de suas vidas e, muitas vezes enterradas com eles.

A revelação do simbolismo


As rosas:
A rosa branca ainda não aberta, simboliza a submissão. A cor branca representa a pureza de seu presente, e o fato de ainda não ter aberto, que a submissão ainda não atingiu seu complemento. E nunca vai. A submissão pode ir sempre mais fundo, sempre crescendo e a submissa nunca vai chegar em um ponto que não pode dar mais um pouco a seu Dominador.


A rosa vermelha, quase totalmente aberta, significa a Dominação. O vermelho significa a paixão e desejo dele de protege-la e possui-la a qualquer preço, mesmo que para isso ele tenha que derramar o seu sangue.A rosa esta aberta simbolizando o fato dele estar maduro e pronto para assumir suas responsabilidades.

O sangue:
Picar o dedo da submissa representa o simbolismo da entrega. Ela sangrou para se entregar totalmente e Ele. E ao picar seu próprio dele Ele esta mostrando sua vontade em protege-la e defende-la. As gotas sendo unidas na rosa representam a união dos dois.
Pressionando os dedos juntos mostram que seus laços são mais fortes que os de família. Agora são da mesma carne do mesmo sangue.
Trocar as rosas simboliza a entrega de um ao outro.


As pétalas:
A mistura das pétalas simboliza a mistura de suas vidas. Os casais geralmente as mantém em jarras decorativas, até estarem secas. No caso de morte algumas são colocadas juntas, simbolizando uma união que irá além da vida. Muitas lendas são contadas sobre rosas que nasceram em túmulos como uma evidencia de que seus amores ainda existiam.

(Fonte: http://carcereiro.110mb.com/indframes.html)

Interneteando: The Leather Archives & Museum Quarta-feira, Jul 2 2008 

Caros leitores e leitoras, Doms, subs e switchers e os que me privilegiam com a leitura da minha página.

A Internet, apesar de todos os problemas super conhecidos, para mim é uma fonte inesgotável de informação e, porque não dizer?, fatos curiosos acerca de quaisquer assuntos, inclusive o BDSM.

Nesse caso, pesquisando algo interessante para publicar aqui, encontro o Leather Archives & Museum (Arquivos e Museu do Couro), o site de um museu localizado em São Francisco dedicado a artigos de couro, inclusive as botas, alvo do meu mais confessado fetiche.

É óbvio que esse site tem como objetivo divulgar o lugar e convidá-lo à visitação  mas é muito curioso visitá-lo para ver uma iniciativa rara, senão inédita (apesar de eu achar que na Europa também existem tais museus) de congregar os mais diversos artigos para  a prática do BDSM , entre outras.

Fica o convite para uma visiita. O site, como era de se esperar, está em inglês. Mesmo que você não fale a língua, existem coisas que não dependem de texto. Aproveitem.

http://www.leatherarchives.org/home.htm

Até a próxima!

Técnica e Uso de Acessórios no Spanking - Parte Final Sexta-Feira, Jun 27 2008 

Mãos

Método

Posição do escravo

Técnica

Motivação básica

Advertência

TAPAS NA CARA

Ajoelhado, mãos às costas, olhando para a face da Dominadora.

Tapa com a palma da mão estendida. Sempre é acompanhado de advertência oral, apontando a condição de escravo rebelde e mal comportado.

Castigo imediato por desobediência leve ou por mau comportamento.

Cuidado com a intensidade e a freqüência dos tapas. Use até uma intensidade média, e nunca ultrapasse 10 repetições, alternando os lados e mantendo um intervalo de no mínimo 5 segundos entre um tapa e outro. Pare imediatamente se o escravo se sentir ligeiramente atordoado.

SURRA NAS NÁDEGAS

Nádegas de fora ou inteiramente nu, deitado no colo da Dominadora ou no banco de castigos.

Mãos espalmadas, modificando aleatoriamente a intensidade, a freqüência e o alvo (nádega direita ou esquerda), de modo que o escravo não possa antecipar onde e qual a intensidade do golpe a ser dado. Geralmente acompanhado de “broncas repetidas”. Costumo, em seguida, deixar o escravo de castigo num canto do aposento, olhando a parede e com as nádegas à mostra.

Castigo motivado geralmente por mau comportamento social e/ou desobediência leve.

Cuidado que suas mãos também “esquentam” e podem doer. Use luvas para minimizar esse efeito.

Técnicas e uso de acessórios no spanking - Parte 2 Quinta-feira, Jun 26 2008 

Chicotes de montaria (e as “guascas”)

Método

Posição do escravo

Técnica

Motivação básica

Advertência

Chicoteamento nas nádegas e/ou na parte interna das coxas.

Em pé, atado a um gancho no teto, com ou sem barra de separação de braços e de pernas.

Corpo arcado para frente e amarrado no banco de punições.

Deitado na maca de massagens ou na cama.

Em posição de castigo (tórax encostando no chão ou na cama) e nádegas “empinadas”, com as pernas separadas.

As batidas com os chicotes de montaria são de intensidade sempre variável, dependendo da punição a ser administrada.

Gosto de usar a “guasca” na parte interna das coxas e a “guasca” pequena para punições genitais.

O chicote “inglês” de treinamento de cavalos é interessante porque permite batidas fortes e rápidas nas nádegas e nas coxas do escravo, que se assemelham a finas picadas de abelhas, conforme depoimento dos escravos. E sua haste flexível ainda pode ser usada como uma “vara”.

Geralmente reservo os chicotes de montaria para punições mais severas e/ou para deixar marcas na pele das nádegas do escravo. Quando as batidas são fortes, o escravo pode reclamar ou gemer. Aconselha-se aí o uso de mordaças.

Outra vantagem do chicote de montaria é o de poder se atingir, com boa precisão, mais vezes um mesmo local (uma batida sobre a outra) aumentando a intensidade da dor.

Fora das nádegas e da parte interna da coxa, utilizo o chicote de montaria para os mamilos, com ou sem presilhas atadas nestes, e para os genitais (nesse caso mais como efeito psicológico).

Açoites ou “Flogs”

Método

Posição do escravo

Técnica

Motivação básica

Advertência

AÇOITAMENTO CORPORAL

Em pé, atado a um gancho no teto, com ou sem barra de separação de braços e de pernas, mas oferecendo todo o corpo à ação do açoite.

As batidas são de intensidade sempre variável, iniciando-se as menores para aquecimento. Os movimentos são feitos nos dois sentidos das mãos - anterior e posterior - como nas batidas da raquete num jogo de tênis - direita e esquerda.

Aquecimento do corpo do escravo para castigo mais intenso posteriormente. Para demonstração da habilidade da Dominadora, especialmente quando é realizado com dois açoites iguais, simultaneamente e com ambas as mãos.

Evite sempre a região do rosto do escravo. Lembre-se que algumas tiras do açoite poderão atingir os olhos. Com açoites mais pesados evite a região dos rins.

AÇOITAMENTO GENITAL

Em pé ou deitado, preferencialmente de frente, com as pernas bem abertas, expondo os genitais. É bastante conveniente amarrar as mãos e os pés do escravo. Uma ótima posição é prender os pulsos aos tornozelos do mesmo lado, com o escravo deitado.

Utilizo geralmente um “flog” pequeno, capaz de fazer rápidos movimentos circulares. Mas também uso chicotes “duros” como os de montaria (com batidas suaves) ou uma “guasca” pequena. Os genitais podem estar livres, mas prefiro amarrá-los antes, separando os testículos. Outro fator que pode ser adicionado para aumentar o castigo é a colocação de presilhas (uso as “frutinhas”) na pele dos genitais.

Além de ser uma punição para erros graves, tem um efeito psicológico muito acentuado na demonstração do poder da Dominadora sobre o escravo. O homem tem uma relação muito forte com seus genitais (até muitos tem apelidos ou nomes para o pênis) e este estar à mercê da Dominadora representa uma forte entrega do poder á Mulher.

Cuidado com batidas fortes e/ou repetidas sobre os testículos e sobre o pênis, especialmente quando ereto. Lembre-se que os tecidos dos genitais são muito delicados e sensíveis, e uma Dominadora não quer estragar o seu “brinquedo”.

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